Segundo a empresa, o “vinho pertencia a uma distinta família do Douro, que o mantinha como reserva privada, com a excepção de um casco que dizem ter sido adquirido por Winston Churchill”. Porém, em 2008, David Guimaraens, enólogo da Taylor’s, provou o vinho e reparou nas extraordinárias qualidades do precioso néctar. No ano seguinte, o único descendente directo da família morreu sem deixar filhos e os herdeiros decidiram vender o vinho.
A Taylor’s partiu para a compra do vinho, depois de constatar que as quinze décadas de envelhecimento em madeira tinham “concentrado e conferido uma complexidade mágica ao néctar”. De imediato, e empresa reconheceu a qualidade absolutamente notável deste vinho e a sua importância histórica, “decidindo não o lotar mas sim lançá-lo como um vinho de colecção”, garantiu Adrian Bridge, director-geral da Taylor’s.
Embalado em caixa luxuosa, com uma produção de 1400 garrafas, a denominação comercial é “Taylor’s Scion” e deverá ser dos poucos vinhos “pré-filoxéricos” do mundo.
David Guimaraens definiu organolepticamente com “sabores a melaço, café torrado, denso e fim de boca interminável”. Ao fim deste tempo, a sua frescura e acidez surpreendeu o enólogo.




