Sábado, 2 de Julho de 2022

A Bênção das pastas dos finalistas da UTAD

A bênção das pastas alia o legítimo triunfo pessoal ao horizonte de um serviço à comunidade, disse o senhor Bispo. A celebração efectuou-se na manhã do sábado passado, na praceta da Senhora da Conceição, em Vila Real. Por meio de faixas colocadas na fachada da igreja, a delimitação do espaço destinado aos jovens finalistas a […]

A bênção das pastas alia o legítimo triunfo pessoal ao horizonte de um serviço à comunidade, disse o senhor Bispo.

A celebração efectuou-se na manhã do sábado passado, na praceta da Senhora da Conceição, em Vila Real. Por meio de faixas colocadas na fachada da igreja, a delimitação do espaço destinado aos jovens finalistas a partir da fonte de água e uma corrente de cadeiras para o Reitor e professores da UTAD, o espaço oferecia um sentido de ordenação para a festa. Uma multidão de gente acompanhou o acto festivo, ainda que, para fugir à violência do sol, muitas pessoas se houvessem refugiado junto dos prédios da praceta. Um grupo coral constituído de alunos voluntários dos vários cursos sustentou o canto da assembleia.

O cortejo de entrada saiu do salão da igreja paroquial e avançou pelo meio da assembleia até ao altar colocado no cimo do escadório da igreja. Presidiu o bispo da diocese e concelebraram o Assistente eclesiástico da UTAD, P. João Baptista Gonçalves Curralejo, dois padres do Seminário que auxiliaram na preparação espiritual dos finalistas, outro sacerdote da família de um finalista. O diácono Agripino, de Mirandela, proclamou o Evangelho.

Na homilia, o senhor Bispo situou aquele acto no dinamismo da Páscoa: Esta celebração seria bela em qualquer altura do ano, mas tem um cenário apropriado neste ambiente da Páscoa. De facto, a conclusão de um curso universitário feito com dignidade é a realização de um sonho do jovem, da sua família, a confirmação da missão da Universidade, e a projecção do nome desta cidade de Vila Real. Levareis convosco para toda a parte o nome da UTAD e de Vila Real. Alegramo-nos convosco e com os vossos familiares»

Mais adiante, numa reflexão abreviada por causa da inclemência do sol, o prelado aproximou aquele rito das leituras do dia afirmando que «poderíeis festejar esta final de curso num convívio de amigos, numa festa de família, num passeio a um lugar turístico. Quisestes vir aqui agradecer ao Senhor Ressuscitado este triunfo e pedir a sua bênção. É já uma afirmação de personalidade. A Palavra de Deus lembra-vos o que disse a Pedro: à medida que deixamos a infância e nos tornamos adultos não andamos por onde nos apetece, mas por onde na leva o dever, por onde a nossa missão nos manda. Por isso, a bênção das pastas alia a alegria pelo triunfo pessoal ao horizonte de um serviço à comunidade. Nunca esqueçais isto, ides servir os outros, mesmo que exerçais a profissão de um modo dito liberal, isto é, por vossa conta. O primeiro direito das pessoas que vos procuram é que lhes sirvais a verdade». E mais adiante acrescentou: pode acontecer que o mundo crie conflitos entre os desejos do mundo e o plano de Deus. Rigorosamente, tais conflitos não deviam existir e na objectividade das coisas não há conflitos entre a ciência objectiva e os valores éticos, mas nos esquemas políticos e subjectivos esses conflitos nascem. Um cristão sai desses conflitos por cima, pela fasquia mais alta, pela parte mais digna, aquela que coloca a pessoa humana cima de outros interesses»

Logo de seguida os jovens fizeram a consagração dos seus cursos a Deus no desejo de bem servir a comunidade humana. Na altura própria foram muitos os que se aproximaram da Comunhão. No final o prelado procedeu à bênção das pastas seguida de uma explosão de alegria com um festival de cores das fitas dos muitos cursos ministrados pela UTAD. Perante aquele espectáculo onde não faltaram as lágrimas, o senhor D. Joaquim lembrou aos jovens que a sinfonia aquele arco – íris lembra que nenhum curso, nenhuma profissão, triunfa isolado mas em comunhão com os outros. Pediu ainda aos jovens que aliassem aquela alegria com a alegria e esperança dos caloiros que daqui a meses virão para Vila Real: «ao fazerdes a praxe dos novos, enchei coração de nobreza de modo que o rito dessa praxe nunca crie uma ferida que não cicatriza. Só é capaz de criar verdadeiro humor quem não destrói a pessoa dos alunos, como fazem os grandes humoristas»

Participaram na celebração cerca de setecentos finalistas que, nos dias anteriores, participaram interessadamente na preparação da mesma.

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