Levi Leandro
Levi Leandro
Engenheiro. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

A Conferência da UGT em Vila Real…

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) de Vila Real através do seu presidente, Nataniel Araújo, organizou no sábado passado, conjuntamente com a ACEGE (Associação Cristã de Empresários e Gestores) uma conferência sobre a “conciliação da família e do trabalho”, cujo painel de debate foi constituído pelos eurodeputados Paulo Rangel e Francisco Assis.

 Contou ainda com a presença de Carlos Silva, Secretário Geral da UGT, tendo sido também convidado o sr. presidente da CMVR.

Por motivos imprevisíveis, não pude assistir à totalidade da conferência, contudo ainda tive oportunidade de ouvir, as ultimas excelentes intervenções de Paulo Rangel e Francisco Assis, aliás admiro este eurodeputado, desde a sua corajosa intervenção e participação em Felgueiras, (no caso Fátima Felgueiras…cuja génese do acontecimento, continua atualizadíssimo, com mais um facto recentíssimo na Região de Turismo do Porto e Norte, onde Vila Real está inserida…), quando exercia as funções de líder da federação distrital do Porto, sendo também um dos socialistas que discordou da formação e subscrição da geringonça pelo seu partido, porque antes de ser poder de qualquer forma e a qualquer preço, coloca á frente os valores e princípios, pelos quais se rege. 

Quando os palestrantes terminaram, coube a Carlos Siva fazer uma intervenção de cariz sindical, com a qual poderei discordar em alguns pormenores, mas perfeitamente aceitável e enquadrável para quem é líder de uma estrutura sindical como a UGT, onde deu para reparar numa ideia que vai ganhando alguma consistência, que se resume na frase,  “ O PS contra o Governo…”

Para o fim, costumamos aguardar sempre pelo melhor…, o que nesta situação era “Missão Impossível”, fosse qual fosse o orador…, dada a excelente qualidade dos palestrantes. O sr. presidente da CMVR, enviou em sua substituição uma sra. vereadora que por acaso, eu, desconhecia que o era, pois na última Assembleia Municipal de 28/9, a presidente em exercício, vereadora Eugénia Almeida, ao dirigir-se à senhora, para responder à Assembleia, sobre a questão do número dos trabalhadores precários, onde justificou que o engano não foi seu, mas do (seu) governo PS, chamou-lhe pelo menos quatro vezes sra. deputada, daí a minha dúvida e confusão…

-PUB-

Mandam as regras da cortesia e boa educação, que um convidado saiba agradecer a quem o convidou e se a sra. vereadora não o fez, lá saberá porquê…, continuou no mesmo estilo, de forma pouco inteligente do ponto de vista político, pois não estávamos num comício ou sessão de esclarecimento do PS, começou por saudar por “camarada” o eurodeputado Francisco Assis…, de seguida foi deselegante com o eurodeputado Paulo Rangel, quando ele explicou de uma forma assertiva, sem deixar dúvidas a ninguém (exceto à sra. vereadora…), qual tinha sido o modelo escolhido pela Suécia para melhorar a natalidade e consequentemente a demografia, dizendo que os suecos, sendo um país mais rico que o nosso e com uma população semelhante à de Portugal, não construiu tantas Autoestradas (AE) como nós, gastando mais dinheiro na educação, na natalidade etc., dando alguns exemplos, onde só constatou factos, não fazendo nenhum juízo de valor às opções de cada um, contudo a sra. vereadora presumiu, de uma forma incorreta e maliciosa, que o Dr. Paulo Rangel era contra as (AE) principalmente as que servem a nossa região… Contudo, deixe-me dizer-lhe o seguinte, acho que se fizeram (AE) a mais em Portugal, com dados de 2016, possuímos 3065 Km de AE, mas na Europa, em 31 países, só a Espanha, Alemanha, França, Itália e Reino Unido por esta ordem, tem mais Km de AE do que Portugal e o Reino Unido só tem mais 700 Km do que nós. Como vê mais Km de AE, não implica mais riqueza e melhor desenvolvimento para o país, mas em corrupção e num estudo publicado em fevereiro de 2018, Portugal está 2 pontos abaixo da média europeia e numa fase de estagnação, não de recuperação, pudera…

Para concluir, provavelmente já teve melhores dias, “os seus escritos”, pareciam mais adequados para uma campanha eleitoral, desajustados ao momento (faltam 3 anos) e ao local. Não sei quais são os seus eventuais objetivos políticos, mas se os tem e considero-os legítimos, pode e deve começar a trabalhar neles, mas internamente, pois o seu sexto lugar de certeza que não será elegível e os outros logo se verá…

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