IgrejaA Constituição sobre a Revelação

A Constituição sobre a Revelação

1 - Na apresentação das constituições nascidas do Concílio, deixei para último lugar a Constituição Dei Verbum, votada aos 18.11. 1965, na última sessão do Concílio. É um dos textos mais breves do concílio, e isso pode enganar o leitor acerca da sua importância, considerada do maior valor no interior da Igreja e no plano ecuménico. Os estudiosos consideram-no a «pérola do Concílio», um monumento amadurecido e denso. É a vantagem de haver sido longamente debatido.

Recordando a imagem do padre Congar, já aqui utilizada, as quatro constituições formam uma espécie de árvore da Igreja: a Lúmen Gentium e a Gaudium et Spes são o tronco, a Sacrosanctum Concílium (sobre a liturgia) é a seiva, a Dei Verbum é a raiz. Por isso é que alguns estudiosos começam a exposição dos documentos conciliares pela Dei Verbum.

2 – O nome oficial é «Constituição dogmática Dei Verbum sobre a Divina Revelação», aparecendo a Bíblia no último capítulo. Como diz o título, é um documento dogmático, do mesmo género da constituição sobre a Igreja, doutrinárias.

Começou a ser discutida logo na primeira sessão do Concílio e teve quatro versões diferentes até se chegar

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