Vila Real“A crise tem que aproximar os empresários do movimento associativo”

“A crise tem que aproximar os empresários do movimento associativo”

União, formação e internacionalização são apenas algumas das palavras que fizeram parte do discurso de Luís Tão, o novo presidente da associação empresarial vila-realense. Reconhecendo que os próximos tempos não serão fáceis, o dirigente assumiu o compromisso de lutar em defesa dos empresários do distrito, mas lembrou que é preciso que todos se unam na prossecução desse objectivo.

Luís Tão, o novo presidente da direcção da Associação Empresarial de Vila Real (Nervir), que tomou posse no dia 15, defendeu a união dos empresários como forma de vencer a crise.

“Os empresários têm que entender, e vão entender, que só associados conseguem vencer os desafios que têm pela frente, sozinhos não vão conseguir”, frisou o novo presidente durante a cerimónia que marcou o início de “uma nova era” para a Nervir.

Segundo o mesmo responsável, “o grande desafio interno” do seu mandato “é aumentar significativamente o número de associados”, contrariando assim a ideia de que o “movimento associativo está um pouco divorciado das empresas e das pessoas”, e dando mais força para que a Associação possa cumprir a sua “primeira missão, defender os interesses das empresas junto do poder político”.

Luís Tão, que assume a presidência depois de oito anos como elemento da direcção da Nervir, sete dos quais como vice-presidente, recorda que “como consequência da crise financeira, económica e social, instalou-se um clima de desconfiança e intranquilidade que não pode ser ignorado”. “São necessários sinais sólidos do poder político no sentido de voltar a dar confiança aos nossos empresários, já que até agora estes sinais têm sido intermitentes”, defendeu.

Classificando o fecho de empresas como “inevitável”, tendo em conta que às “más condições que existem no mercado” (com a falta de acesso ao crédito, por exemplo) junta-se a própria “conjuntura” deficitária das empresas, nomeadamente no que diz respeito à falta de preparação do próprio empresário, o dirigente associativo defendeu a continuidade na aposta da formação como mais um passo no combate à crise. “Uma parte significativa dos nossos empresários adquiriu de forma empírica as exigências para as funções de gestão”, sublinhou Luís Tão, deixando a garantia de que a Nervir se mantém empenhada em oferecer “um programa de formação avançado para os empresários”. Além de serviços de apoio à gestão e de formação modular obrigatória, “fazemos formação à medida que as empresas nos procuram”, explicou.

Luís Tão referiu ainda que “na prossecução dos objectivos, a direcção conta com um aprofundamento da colaboração essencial com as Associações convidadas para a Vice-presidência por inerência da NERVIR, assim como as autarquias, a universidade e as demais instituições, cuja colaboração em projectos comuns aproximou e fez compreender a importância de uma caminhada conjunta”.

O empresário foi eleito no final de Maio, liderando a única lista candidata ao sufrágio, que, ainda assim, contou com a participação de 40 por cento dos associados com direito de voto.

Além de Luís Tão, tomaram posse os vários órgãos sociais da Nervir, entre os quais José Marinho Magalhães Correia, como presidente da Mesa da Assembleia-geral, e Melo Rodrigues, como presidente do Conselho Fiscal.

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