Com efeito, ele foi incapaz de ver o que muitos (ou melhor, poucos, sejamos francos) começaram a vislumbrar desde muito cedo. Basta olharmos para os jornais de há dois ou três anos para concluir que a Ministra da Educação, Lurdes Rodrigues, usufruía daquilo que se apelida de uma boa imprensa. Este juízo era basicamente alicerçado em ideias muito genéricas e resumidas: finalmente, aparece alguém para pôr em ordem os professores e as escolas. O paradigma foi, desde muito cedo, claro: regras (ocultas ou através de uma caudalosa legislação) o que semeou nos professores (honra lhe seja feita relativamente ao conhecimento psico-socio-profissional da classe) um clima de quase pânico. Estes – é também verdadeiro – desde
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