A derrota do governo e a derrota na educação

Parece-me oportuno aproveitar este momento de rescaldo subsequente da contagem de votos das eleições europeias, os quais penalizaram – e muito – o partido que sustenta a maioria governativa, para apontar, em jeito de balanço, uma crítica a um ministério que foi, a meu ver, um dos principais algozes de José Sócrates. Refiro-me ao Ministério da Educação. Parece obviamente claro que o Primeiro-ministro absorve também, no que ao panorama derrotista diz respeito, uma quota-parte da culpa, se não mesmo a totalidade.

Com efeito, ele foi incapaz de ver o que muitos (ou melhor, poucos, sejamos francos) começaram a vislumbrar desde muito cedo. Basta olharmos para os jornais de há dois ou três anos para concluir que a Ministra da Educação, Lurdes Rodrigues, usufruía daquilo que se apelida de uma boa imprensa. Este juízo era basicamente alicerçado em ideias muito genéricas e resumidas: finalmente, aparece alguém para pôr em ordem os professores e as escolas. O paradigma foi, desde muito cedo, claro: regras (ocultas ou através de uma caudalosa legislação) o que semeou nos professores (honra lhe seja feita relativamente ao conhecimento psico-socio-profissional da classe) um clima de quase pânico. Estes – é também verdadeiro – desde

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