Em Portugal, em pouco mais de um século, Pátria foi sinónimo de império na Monarquia, de agitação na Primeira República, de fascismo no Estado Novo. Nos 40 anos de Democracia, já pouco significa. Fora do nosso país, também pouco mais é. Eventualmente, com a proliferação dos radicalismos, a Pátria é uma contradição. Devendo ser uma força de união entre as pessoas e os valores que a ela pertencem, está a revelar-se um conjunto de nacionalismos que, mais do que ameaçar e dividir, está a destruir o sentido e o sentimento dessa unidade.
Luís de Camões enalteceu a “ditosa Pátria minha amada”. Fernando Pessoa garantia ser a língua portuguesa a sua Pátria. De Mátria falou Natália Correia.
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