Nos tempos actuais, o saber que a enfermagem detém deve ser mobilizado para proporcionar conhecimentos e soluções de cuidados para todos os cidadãos, tendo em vista a equidade. A potenciação de projectos de promoção da saúde que levam a menos gastos, ou seja, tornando a Saúde mais eficiente e sustentável, é também uma oportunidade a não perder. Os enfermeiros devem pensar global e agir local, onde a sua motivação é fundamental para mobilizar projectos com proactividade e empreendedorismo. Acredito que os enfermeiros não se rendem às dificuldades. É verdade que a profissão não tem sido devidamente respeitada pelos políticos e gestores deste país. No entanto, a maioria dos cidadãos residentes em Portugal, utilizadores dos cuidados de enfermagem, sabe bem qual é o valor destes profissionais, sabe que precisam de nós para terem saúde. Os enfermeiros não irão permanecer passivos a aguardar que os outros façam por si o que desejam; têm e devem ser os enfermeiros, e as suas organizações representativas, onde incluo a Ordem dos Enfermeiros, a dar visibilidade à sua importância e necessidade.
É verdade que a maioria dos profissionais não se revê nesta Ordem. Isto porque existe uma profunda confusão instalada entre o papel regulador da Ordem e o papel de defesa de direitos dos trabalhadores das estruturas sindicais. Sou de opinião que a falta de comunicação interna dos órgãos da Ordem para com os seus membros é potenciador para este não reconhecimento, embora também alguns enfermeiros, penso que devido a desmotivação, não procurem a informação necessária. Por fim, a Ordem nem sempre tem feito as melhores escolhas dos caminhos a percorrer nos momentos correctos, como foi o exemplo do aumento de quotas num momento de crise. Estas situações são incompreensíveis para os enfermeiros! É preciso aproximar
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