Sábado, 20 de Julho de 2024
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Mário Lisboa
Mário Lisboa
Tenente-Coronel da Força Aérea. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

A Força Aérea Portuguesa e o combate aos incêndios

Ao longo dos tempos, a Força Aérea Portuguesa, com os seus aviões C-130 Hércules, tem atuado em situações de exceção, como o combate a incêndios.

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É sobre esta missão que nos anos 80 os C-130 Hércules são chamados a executar a exigente e, porventura, a mais perigosa missão da Força Aérea: o ataque a incêndios florestais por aviões pesados.

Os C-130 Hércules da Base Aérea do Montijo iniciaram a missão após a aquisição de dois kits de lançamento em 1982, tendo ido fazer a sua preparação a Boise, nos Estados Unidos.

Em 1983 e nos anos seguintes, a esquadra passou a integrar o Sistema Nacional para Ataque a Incêndios Florestais, tendo orçamento próprio para operação, manutenção de equipamento e aquisição de produto retardante.

Face a tais apoios, a esquadra 501 dos C-130 Hércules da Base do Montijo qualificou todos os seus tripulantes (apenas os mais antigos e experientes, por razões de segurança), tendo-se mantido, permanentemente, preparados e em alerta de 30 minutos (tempo mínimo para estarem no ar) desde o nascer ao pôr do sol.

Assim, a eficácia dos C-130 Hércules, como aeronave de ataque a incêndios, ficou inequivocamente provada, com sucesso nos variadíssimos lançamentos que então se fizeram em Vila de Rei, Lousã, Proença-a-Nova, Viseu, etc.

Inexplicavelmente, perto do fim dos anos 80, apesar destas aeronaves se manterem em alerta até 1996, passaram muitas temporadas em que não foram chamadas, mesmo em presença das inúmeras calamidades que ocorreram no país.

Também durante o verão de 2003, os C-130 Hércules não operaram na sua vertente de combate a incêndios, podendo, se tal tivesse acontecido, minorar os esforços dos bombeiros e outros agentes de proteção civil envolvidos nesta luta sem tréguas que, infelizmente, só termina quando a chuva aparece.

Finalmente, a Força Aérea tem estado atenta a todas estas situações de crise, tendo, quando solicitada, demonstrado todas estas situações de crise na defesa do país, como foi o caso, ainda na memória de todos, do acidente com o navio Prestige, auxiliando na proteção da extensa área marítima da nossa Costa em riscos de ser afetada.

A Força Aérea, como instituição, partilha a preocupação nacional na salvaguarda dos recursos do país, ou seja, a defesa de Portugal.

No dia 1 de julho de 2023, a Força Aérea celebrou o seu dia na cidade de Bragança, no seu excelente aeródromo que já está preparado para ser a referência aeronáutica como alternante do aeroporto Sá-Carneiro, na região Norte.

A autarquia brigantina não se poupou a esforços para levar a cabo este evento. A tradição aeronáutica de Bragança tem delitado homens e mulheres que tem enaltecido a região.

Num passado recente até um Chefe do Estado Maior da Força Aérea, general piloto aviador Vaz Afonso afirmou o seu amor e dedicação a Bragança.

Também oficiais e sargentos paraquedistas, que enchiam uma página deste artigo, acompanharam o seu sentido brigantino.

Cumpre-nos destacar, entre outros, o senhor Brigadeiro Almendra, uma lenda da Força Aérea.

Bem hajam.

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