Segunda-feira, 25 de Outubro de 2021

A greve nos estabelecimentos de saúde

A possibilidade do recurso à greve é considerada, nas sociedades democráticas, um direito legítimo dos trabalhadores, e como tal, consagrado na lei e regulamentado. Também é considerado, pelas suas implicações e consequências, a última e mais radical forma de luta dos trabalhadores, e por isso mesmo, na maioria dos casos, só acontece quando se esgotam todas as outras formas de negociação sem chegar a um acordo que satisfaça as suas reivindicações. Por todas estas razões, as greves são raras o que se deve à eficácia da concertação social, onde são resolvidos os diferendos entre empregadores e empregados, mas também ao bom senso e realismo dos sindicatos que representam os trabalhadores.

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As greves gerais que envolvem todos os sectores de actividade, como a do passado dia 24 de Novembro, em que a contestação generalizada é contra a política do governo, são greves políticas. Isto é óbvio como o comprova o que se passou na Autoeuropa, em que a adesão à greve foi de mais de 90%, sem que os trabalhadores, com um aumento previsto de 3,9% nos seus salários, estejam contra a empresa como reconheceu um deles, de seu nome Jorge Gonçalves (Público 25/11), ao dizer “O nosso problema não é com a Autoeuropa”. Todos sabem que a causa desta greve está no pacote de austeridade do orçamento de estado para 2011. A questão que aqui

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