Sábado, 19 de Junho de 2021

A importância da avaliação osteopática após diferentes tipos de parto

A osteopatia no âmbito pediátrico tem cada vez mais procura.

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Muita informação tem circulado entre futuras mamãs sobre os benefícios da osteopatia para o bebé. De facto, o bebé tem desconfortos. Sim, o bebé tem irritabilidade, dores de barriga, pressões, até dores de cabeça. A única forma de o demonstrar é através do choro, do pedir atenção, do mamar. O bebé tem muitas vezes dificuldade em sossegar, não gosta de determinada posição, só tem conforto no colo, ou fica no colo sempre muito ereto, tem sonos inquietos e pouco profundos e muitas vezes acorda a chorar, sem motivo aparente.

As tensões sofridas pelo bebé começam ainda durante a gestação. O bebé vai sofrendo pressões à medida que se vai ajustando a um espaço cada vez menor. Os posicionamentos in útero podem, só por si, causar posturas viciosas que originam algumas disfunções à nascença. No parto, as forças exercidas multiplicam-se. As contrações uterinas empurram o bebé contra a púbis até ser expulso pelo canal vaginal. Durante o trabalho de parto, o bebé roda sobre o seu eixo e faz flexão, seguida de extensão do seu corpo, com hiperextensão da cabeça. O crânio do bebé sofre grande pressão e ajusta-se ao canal de expulsão, modelando o crânio para poder sair. No momento da expulsão, a região entre o crânio e coluna cervical, assim como ombros e clavículas, são alvos de movimentos por vezes traumáticos. Na região entre a base do crânio e coluna cervical estão presentes nervos cranianos, responsáveis pela inervação e funcionamento de diferentes órgãos e sistemas do corpo humano, que podem sofrer alterações importantes em caso de disfunções. Em caso de utilização de fórceps e ventosas, poderão ocorrer disfunções associadas com a compressão de determinada região craniana ou formação de hematomas. A epidural, a duração do trabalho de parto, a entrada espontânea ou induzida em trabalho de parto, tudo influencia as possíveis disfunções e estado emocional do bebé à nascença. Também a cesariana, pelas alterações de ambiente e pressão do bebé e pela diferença na fisiologia normal do parto, acarreta por vezes algumas alterações na parte imunitária, respiratória e de mobilidade do bebé.

Resumindo, há disfunções mais frequentes conforme a forma como decorreu a gestação e o parto. Como exemplo, os torcicolos são bastante comuns por posturas ainda in útero. Neste caso, o bebé terá uma alteração muscular de um dos lados do pescoço, geralmente associada a leves disfunções na base craniana, que limita ou torna desconfortável a rotação cervical para um dos lados. Uma das consequências diretas será o achatamento do lado oposto da cabeça, a plagiocefalia. No entanto, poderão ocorrer outras alterações funcionais indiretas, como refluxo, dores de cabeça, dificuldade na sucção, rejeição de uma das mamas durante a amamentação. Futuramente poderá estar na base de alterações oftalmológicas ou escolioses. Irritabilidade, cólicas, refluxo, obstipação, são outras possíveis condições passíveis de ser ajudadas pelo osteopata, depois de observar o bebé e perceber como decorreu a gestação e parto do mesmo. Será sempre efetuada uma avaliação global, desde pés, bacia, diafragma, suturas cranianas, postura do bebé, mobilidade/rigidez de estruturas, de forma a perceber possíveis fontes de desconforto e alterações funcionais. A osteopatia vai facilitar o equilíbrio de todas as estruturas, com um toque extremamente delicado e preciso, que o bebé adora e que o deixará mais calmo. Certamente irá promover o bem-estar do bebé e dos papás!

Para saber mais sobre este tema, inscreva-se na próxima sessão das Conversas com Barriguinhas, a decorrer no dia 12 de novembro pelas 17h

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