Quinta-feira, 23 de Abril de 2026
Mário Lisboa
Mário Lisboa
Tenente-Coronel da Força Aérea. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

A inoperacionalidade do Aeródromo Municipal de Alijó (Chã)

Em 2002 por convite do então Presidente do Município fomos convidados para assumir o cargo do Aeródromo em título, função que aceitamos com a maior determinação, pois conhecíamos os antecedentes históricos daquela infraestrutura aeronáutica.

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Nesta missão, que começou do zero, fomos acompanhados pelo sr. Fernandes, presidente da Junta da Chã, que ainda agora desenvolve, com grande competência, as suas obrigações políticas com a freguesia e o concelho de Alijó.

De facto, recuando naquele tempo, toda a zona do aeródromo, não passava de um matagal. Passo a passo foi-se desenhando a pista, murando todo o espaço de servidão aeronáutica, tornando-o no aeródromo de recurso que se pretendia.

Assim, a pista que não existiu passou a ser marcada para poder começar a ser utilizada.

Foi aumentada tendo-se desviado a estrada para Carlão.

A pequena torre, passou a ser equipada com iluminação noturna e com telefone.

Foi também encomendada, a uma firma de construção de aeródromos, a execução dum Plano Diretor o qual executou, tendo tudo devidamente estruturado. Entre os aspetos, visava a construção de duas pistas de 1600 e 1800 metros de comprimento, com o total equipamento de tudo o que um aeródromo precisa: Torre de controlo, serviços de incêndio e proteção civil, serviços de apoio, hangares para instalação de equipamento de apoio às aeronaves, etc.

Esse Plano Diretor, encontra- se na posse da câmara, bem como o regulamento de funcionamento do Aeródromo, por mim executado de acordo com as Diretivas da Anacom devidamente aprovado.

Enfim, conseguiu-se que com o Plano Diretor se definisse o essencial e necessário à transformação dum aeródromo em aeroporto Regional, em apoio à grande realidade que é a Região do Douro como complemento às viagens de barco com regresso de comboio através da Linha do Douro.

Pelos vistos, “pelo andar da carruagem” o aeródromo vai voltar ao abandono a que esteve votado nos anos 90 até 2002.

Dentro de alguns meses, temos aí outra vez o tempo seco, dos incêndios .
Durante os anos em que exerci o lugar de Diretor do Aeródromo, toda complexidade das aeronaves dos incêndios utilizava a Chã com a excelente colaboração dos Bombeiros locais, para reabastecimento de água e outros apoios.

Como irá ser este ano?

Respondam os responsáveis se assim o entenderem.

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