Pese embora os discursos “tranquilizadores” de António Costa e de Rui Moreira, nada há para tranquilizar, tendo em conta que com EMA ou sem ela a pujança da urbe nortenha continuará, num processo que, só neste ano, lhe concedeu títulos de primor: o Porto é líder no aumento das receitas turísticas (estudo de uma consultora internacional); a Igreja dos Clérigos (com a sua ímpar torre) venceu um importante galardão atribuído pela União Europeia para o Património Cultural / “Europa Nostra 2017”; o Aeroporto Sá Carneiro foi considerado o melhor da Europa (distinção atribuída pela “Airports Council International” / ACI) e o Hospital de Santo António foi relevado como centro hospitalar de crédito máximo na Europa. Acresce que o Porto repetiu a distinção do “European Best Destinations” como melhor destino turístico, depois de já ter obtido essa consagração em 2012 e 2014.
A (aparente) “derrota” que alguns pretendem atribuir ao Porto como se isto fosse um campeonato de futebol terá tido por base uma deficiente, apressada e pouco convincente candidatura, após se ter colocado a hipótese de ser indicada a cidade de Lisboa e, depois, através de questiúnculas bem “à portuguesa”, envolvendo gritos de Ipiranga de outros sítios igualmente respeitáveis (Gondomar, Guimarães, Santa Maria da Feira) que retardaram e até interromperam uma candidatura mais consequente. Uma “derrota”, então, que poderá ser atribuída, de igual modo, a cidades como Milão, Barcelona, Copenhaga, Bona ou Helsínquia, entre outras. Afinal, só Amesterdão “venceu”. Curiosamente, também à boa maneira dos adivinhos portugueses, no dia anterior, jornais de referência apontavam o “Top 10” dos favoritos: Milão, Atenas, Gdansk, Basileia, Porto, Sozopol, San Sebastian, Madrid, Stari Grad e Viena. Nessa lista não estava incluída a cidade de Amesterdão que foi a escolhida.
Porto e Amesterdão, duas cidades europeias de créditos firmados no turismo mundial, mas uma delas destinada a prosseguir o seu papel primordial no empreendedorismo, como “cidade do trabalho” que é. Invicta e sem necessidade de recorrer a medicamentos especiais…





