É claro que o período de pausa na vida política (com a pausa da actividade parlamentar e o normal gozo de férias dos seus protagonistas) muito contribui também para a generalização desta expressão.
A verdade é que, com as novas tecnologias e com a data designada para a realização das eleições legislativas (6 de outubro), sem que todos tivéssemos real consciência, estamos a pouco mais de um mês desta data.
A nível nacional, pese embora a greve dos motoristas de transporte de matérias perigosas que colectivamente atravessamos e depois da sangria que protagonizou nas listas de deputados, o líder do tradicionalmente apelidado de maior partido da oposição, encontra-se nas profundezas do gozo do seu período de férias. Ao que parece, perfeitamente imune aquilo que se vai passando no país e, por agora (espera-se) ainda sem capacidade de verdadeiramente contribuir com ideias credíveis para a sociedade portuguesa (esqueçamos por favor a ideia de contabilizar os votos brancos).
Deixando a António Costa o difícil exercício de governar e fazer política sem uma Direita com ideias, propostas e capacidade para se assumir como uma alternativa democrática desafiante (tão importante em Democracia).
Na verdade, a este facto também não poderá ser alheio o facto de ao Governo do Partido Socialista com o apoio parlamentar do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português, por um lado não lhe serem reconhecidos grandes erros governativos e, por outro lado, mesmo devolvendo rendimentos e qualidade de vida aos portugueses, ter tido a capacidade de ter as contas públicas em ordem (com défices públicos historicamente baixos). Subtraindo assim à Direita aquele que constituía o seu tradicional argumentário.
E é aqui que consideramos poder encontrar a inovação desta Silly Season: considerando o supra exposto tendemos a concluir que aquilo que esta Direcção Nacional do Partido Social Democrata está a fazer é tacticamente submergir até às próximas eleições legislativas numa tentativa de minorar aquelas que imagina serão as suas perdas.
Enxameando as listas de Deputados dos seus indefectíveis (onde muitos se esconderão em sótãos e quartos aguardando a entrada na sala mais importante da Democracia), numa tentativa de manutenção do poder interno no pós 6 de Outubro.




