O cenário e os pressupostos têm agora algumas diferenças. Depois da crise do “gonçalvismo” e dos recursos por duas vezes ao FMI nos governos de Mário Soares, o País recuperou-se, entrou para a União Europeia e recebeu subsídios importantes para a sua modernização, teve crescimento económico e estabilidade financeira durante os governos de Cavaco Silva, aperfeiçoou o regime e apresentou um desempenho surpreendente entre os parceiros europeus. Portugal deu-se ao luxo até de fazer investimentos importantes noutros países e no balanço de pagamentos as “remessas dos emigrantes”, que chegaram a ter um peso significativo e a representar quase 50% das exportações, foram perdendo expressão e hoje já não chegam a 10% do valor dos produtos
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