A Sibéria de Trás-os-Montes

Assinei em 2006 o artigo “Tendências de concentração regional no interior português – O caso de Trás-os-Montes e Alto Douro”, na “Regional and Sectorial Economic Studies”. Nesse artigo, debrucei- -me sobre as mudanças demográficas que tinham ocorrido na região transmontana e alto duriense entre 1991 e 2001. Como então eu escrevia “Usando dados absolutos, constata-se que, na década entre 1991 e 2001, esta região viu diminuída a sua população residente em 28820 indivíduos, isto é, em termos relativos, menos 6,2%, aproximadamente, dos seus residentes de 1991. Qualquer coisa como o desaparecimento do município completo de Mirandela, utilizando uma imagem. Em 1991, os cinco concelhos com maior número de população (Mirandela, Lamego, Bragança, Chaves e Vila Real) ostentavam uma quota de 37,64% da população transmontana total. Em 2001, o mesmo conjunto de municípios revela a respectiva fatia aumentada para os 41,58%”.

Os únicos concelhos transmontanos e alto-durienses que registaram acréscimos populacionais (entre 1991 e 2001) foram os de Vila Real (mais 3628 habitantes), Chaves (2618), Bragança (1634) e Mirandela (600). Os quatro concelhos que menos população perderam no mesmo período foram os de Murça (menos 614), Miranda do Douro (menos 612), Vila Nova de Foz Côa (menos 488) e Sabrosa (menos 445).

Também nesse artigo, desenvolvi um quadro que mostra que em todos os concelhos houve freguesias que cresceram dentro de cada concelho. E que freguesias tinham registado esse crescimento? As freguesias urbanas e as freguesias sedes de município.

Como então eu escrevia:

“Por outro lado, em termos absolutos, as freguesias com maior número de ganhos de residentes (mais

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