Por vontade própria, o primeiro-ministro percorreu cerca de 800 quilómetros para testemunhar, de viva voz, o apreço a todos os eleitos dos partidos presentes e deixar também no ar um misto de “saudade” e de “boas recordações” que teve ao longo do seu mandato.
Pedro Passos Coelho justificou a saída do cargo com o facto “de não ser possível conciliar” o cargo de primeiro-ministro com o de presidente da Assembleia Municipal de Vila Real. “Fui presidente vários anos, numa função que exerci com muito prazer e com muita dedicação, mas verdadeiramente não é conciliável estas duas funções com a minha agenda”.
Na despedida, o novo chefe do governo prometeu que vai tentar ser um embaixador da região e “representar um bocadinho na política nacional o espírito vila-realense, que o fez desenvolver e educar em muitos sentidos”.
O presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Manuel Martins, falou sobre a despedida já esperada de Pedro Passos Coelho. “É com alguma tristeza que o vemos partir. Por outro lado, há o sentimento oposto, o de sabermos que ele é o primeiro-ministro de Portugal, o homem a quem os portugueses reconheceram valor para o eleger, o que para nós é muito importante, e sentimos muito orgulho”.
Rui Santos, deputado municipal do Partido Socialista e recentemente eleito para a Assembleia da República, desejou “felicidades e sucesso pessoal ao seu adversário politico”.
Recorde-se que, Passos Coelho foi o sucessor do seu pai como presidente da Assembleia Municipal. Com esta alteração, Pedro Ramos assumiu as funções então confiadas ao actual primeiro-ministro de Portugal.



