Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2025
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A virtude do bom humor

O bom humor pode considerar-se como fazendo parte da virtude da fortaleza uma vez que no meio das vicissitudes da vida precisamos de muita fortaleza para conservar o bom humor. Disso nos deixaram os santos inúmeros exemplos. “O bom humor é sabedoria, leveza, humildade, higiene mental, sanidade, realismo, e respeito por Deus, nosso Criador. Por […]

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O bom humor pode considerar-se como fazendo parte da virtude da fortaleza uma vez que no meio das vicissitudes da vida precisamos de muita fortaleza para conservar o bom humor. Disso nos deixaram os santos inúmeros exemplos.

“O bom humor é sabedoria, leveza, humildade, higiene mental, sanidade, realismo, e respeito por Deus, nosso Criador. Por isso, o profundo filósofo que não aprecia uma boa piada não é autêntico sábio. E até um místico que não saiba rir de si mesmo não alcança a plena perfeição” (O bom humor de Mons. Hugo de Azevedo).

Afirmo que os santos nos deixaram muitos exemplos de bom humor, mas não me refiro só aos santos canonizados, mas principalmente a todos que, no meio do mundo, procuram a santidade.

Um moço italiano de vinte e poucos anos de idade, com um promissor futuro à sua frente ficou tetraplégico depois de um grave acidente de viação. Com bom humor costumava dizer: “Eu sou como o Coliseu: estou em ruínas e todos me vêm ver”. Não será esta manifestação de bom humor um acto de grande fortaleza?

A Juan António Vallejo-Nágera, escritor espanhol foi-lhe diagnosticado um cancro no pâncreas e dois meses de vida. Tinha um livro entre mãos e pediu a um amigo que lhe gravasse o que ele ia ditando para acabar a obra e passar depois a escrito. O escolhido foi José Luís Olaizola. Um dia que este foi fazer uma das sessões de gravação travou-se entre ambos o seguinte diálogo:

– Dizias-me um destes dias que, segundo as radiografias, este tratamento tinha estabilizado o avanço do tumor.

– Assim é, responde Juan António. Segundo as radiografias vou melhor, pelo que, continuando assim, vou morrer curado. Juan António sabia que as melhoras eram fictícias e a morte se avizinhava. Não será esta manifestação de bom humor um acto de grande fortaleza?

Uma doente estava no seu leito com um cancro ósseo generalizado; o seu estado era terminal. Alguém a foi visitar e foi recebida com um sorriso por parte da doente.

– Então como te sentes?

– Muito bem – dói-me tudo, foi a resposta da doente sempre com o mesmo sorriso. Não será esta manifestação de bom humor um acto de grande fortaleza?

O famoso general Foch que tanto se notabilizou na 1ª Grande Guerra, estando um dia cercado pelas tropas alemãs teve esta frase: “Estou cercado a norte e a sul, a leste e a oeste. A minha posição é óptima. Ataco!” Não será esta manifestação de bom humor um acto de grande fortaleza?

E não será que no mundo actual, estão a fazer falta pessoas com bom humor, mais do que profetas da desgraça? Tentemos ser dos primeiros e teremos dado um passo a caminho da santidade.

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