Depois do debate promovido entre os cabeças-de-lista dos partidos que tiveram representação na Assembleia da República na última legislatura, A Voz de Trás-os-Montes traz, nesta edição, a “voz” dos restantes 10 partidos políticos que entram na corrida eleitoral pelo círculo de Vila Real.
Em contagem decrescente para o momento da derradeira votação, os líderes das listas do PCTP/MRPP, PNR, PDR, PAN, L/TDA, PPM, MPT, NOS, PURP e Agir aceitaram o repto de expor as suas ideias, ao responder a cinco perguntas lançadas pela VTM.
Comparativamente às eleições para as últimas legislaturas, estas serão as mais concorridas de sempre na região, sendo de recordar que em 2011 contabilizaram-se 13 listas em cada um dos distritos transmontanos, em 2009 foram a sufrágio 11 em Vila Real e 13 em Bragança e em 2005 registaram-se 10 no círculo vila-realense (as mesmas que em 2002) e 9 no brigantino (mais uma que em 2002).
Quanto aos eleitores, caberá aos 147.485 votantes de Bragança e aos 228.399 de Vila Real dirigirem-se às mesas de voto para escolher aqueles que vão ocupar os oito lugares a que os dois distritos têm direito na Assembleia da República, e que no último governo constitucional foram ocupados por três rostos sociais-democratas e dois socialistas, no caso vila-realense, e dois do PSD e um do PS quando se fala em representantes de Bragança.
QUESTÕES COLOCADAS AOS CANDIDATOS
1- Na próxima legislatura, quais deverão ser as prioridades para o distrito?
2- Que medidas defendem para combater o fenómeno da desertificação no interior?
3- Como melhorar o acesso à saúde em regiões desfavorecidas, como Trás-os-Montes?
4- Qual o caminho para a dinamização da economia no distrito de Vila Real?
5- Uma mensagem aos eleitores…
1- Uma consideração prévia: o mais bem-intencionado alinhamento de prioridades será preterido, no caso certo de se pôr a alternativa para o uso dos meios públicos “pagar a dívida” ou “desenvolver o país”, em favor do pagamento da dívida, se não se vier a constituir um Governo de Unidade Democrática e Patriótica. Hoje, só os juros da dívida que o país é obrigado a pagar, representam quase 5% de todo o valor produzido pelos trabalhadores no país e, em breve (2020), atingirão 10% desse mesmo valor. Para quem prosseguir essa via de traição nacional, prioridades que não sejam encerramentos de serviços ou vendas ao desbarato são mentiras descaradas. Entre a obrigação constituída de pagar pensões e de respeitar contratos com os seus trabalhadores, e uma pretensa obrigação de pagar uma “dívida” que foi imposta ao país para “salvar” um sistema bancário europeu totalmente apodrecido, a preferência foi sempre pagar essa falsa dívida. Farão diferente no futuro? Não! Vivem dessa traição. Mas não se pode ter uma posição séria sobre o assunto sem previamente dizer o que se vai fazer com a “dívida”. Nós dizemos NÃO PAGAMOS. E mais, romperemos com o garrote que impede o nosso desenvolvimento que é o Euro, criando o ESCUDO NOVO. É um caminho difícil, mas é o caminho que possibilita o desenvolvimento do país e do distrito. Já o facilitismo de Coelho e Portas do “bom-alunisno” levou-nos à ruína com recordes de emigração e de miséria no distrito que nem nos piores tempos do salazarismo se verificaram. E estão satisfeitíssimos com os resultados! Ou são cegos e não conseguem ver a miséria em que colocaram a maioria dos transmontanos, ou vêem bem e a sua grande satisfação é ver-nos na miséria e obrigados a emigrar.
O nosso caminho precisa, mais do que qualquer outra coisa, que o país seja capaz de produzir o que consome. Isso tornar-se-á viável pela saída do Euro e pela introdução do Escudo Novo. As prioridades são as seguintes: Alargar as áreas cultivadas, impedir a ruína dos agricultores e possibilitar-lhes uma vida digna evitando o abandono dos campos: preços de produção garantidos; seguro de colheita suportado pelo Estado para os maus anos agrícolas e de perdas de colheita e de animais por acidentes meteorológicos ou outros; garantia de escoamento da produção e implantação local de agroindústrias que valorizem a produção; apoio científico e técnico e planeamento da produção. Desenvolver a fileira florestal: criação de mecanismos eficazes de proteção florestal e prevenção de fogos; apoio à gestão e exploração florestal racional de longo prazo e garantia do escoamento dos produtos. Desenvolver as indústrias extrativas, recuperando antigas minas reativáveis, e iniciando a exploração de novas. Desenvolver o turismo, reservando-lhe o lugar secundário que lhe compete numa sociedade economicamente desenvolvida.
Uma palavra para o desenvolvimento: UTAD. Noutro plano, Escola Pública gratuita para os filhos dos trabalhadores em todos os graus de ensino. Recuperar e reorganizar o Serviço Nacional de Saúde gratuito e universal, com a revogação de todas as taxas moderadoras e o reforço da rede de cuidados primários de saúde, através de unidades de saúde familiar, garantindo médico de família a toda a população do distrito. Reposição imediata do valor dos salários dos trabalhadores e das pensões dos reformados, redução do imposto sobre o rendimento do trabalho (IRS) com o retorno às taxas e escalões de 2010 e a revogação de todas as alterações ao Código do Trabalho e abertura de uma loja do cidadão por município.
2- O fenómeno de despovoamento – do interior do país, mas também dos centros das maiores cidades – decorre da eliminação das condições mínimas para uma vida digna nesses locais. Como estabelecer essas condições? Dois pontos: repor e elevar rendimentos e acesso rápido, barato e comodo a todos os serviços hoje necessários. Isto significa também o fim do pagamento pelos utilizadores das A24 e A4.
3- Responder em tempo às emergências é essencial e tem de ser garantido. Esse é um ponto. O outro é a generalização de serviços de saúde volantes com passagem mínima bimensal por cada aldeia para cuidados primários de saúde, compreendendo o aspeto fundamental da prevenção.
4- Tomar como base do desenvolvimento de novas indústrias os produtos e as necessidades das atividades primárias – agricultura, silvicultura e indústrias extrativas; inovação e educação; UTAD.
5- Acredito que nos tempos que correm não é fácil acreditar em promessas, mas eu também não peço que acreditem. Eu só quero que se juntem a mim para fazermos acreditar que juntos somos mais fortes, capazes de esquecer um passado sombrio, e lutarmos por um futuro que merecemos. Vota PCTP/MRPP
Bruna Costa
1- Parar a desertificação deste nosso distrito, criando condições para que os jovens aqui encontrem a esperança num futuro mais promissor.
A saúde é outra das medidas que tem que ser revista. Pois a falta de médico de família para uma percentagem acentuada da nossa população, bem assim como o fecho de várias unidades hospitalares, tem-se traduzido, na prática, por um degradar sucessivo na qualidade de vida das populações do nosso distrito.
2- Poderíamos ter aqui unidades transformadoras de muitos dos produtos aqui produzidos, e que têm muita qualidade! Por exemplo: a castanha, maçã, pêra etc. etc. Temos ainda grande qualidade num sem número de outros produtos, como sendo o caso dos enchidos, o artesanato, o nosso granito! Enfim, um sem número de produtos de elevada qualidade que, muito embora sendo desta região, ou não estão explorados devidamente ou vão dar o grosso da mão de obra (na sua transformação, e apresentação final) para outras regiões, ou mesmo para o estrangeiro.
3- Incentivando a vinda de médicos para o interior e reativando algumas das unidades hospitalares que foram encerradas, obedecendo a duvidosos, para não dizer obscuros, critérios!
4- Para mim o caminho terá de ser, sem dúvida, o que eu já referi no ponto dois.
5- Amigos, andam há mais de trinta anos a pedir-nos maiorias, e têm-nas tido! E agora deixo-vos uma pergunta: Que têm eles feito com essas mesmo maiorias que o voto popular lhes tem conferido?
Pois… Também eu sei essa resposta.
Então chega de mais do mesmo! Chega de eleger deputados que entram lá mudos e saem calados! Chega de eleger cabeças-de-lista que nem conhecemos, nem depois de eleitos voltamos a ver.
É tempo de votar em alguém de NÓS! Alguém que conheça o nosso dia a dia de dificuldades e carências, alguém que nós conhecemos e sabemos onde mora e com quem, possivelmente, nos iremos continuar a cruzar o resto dos nossos dias.
Vamos mandar dar uma volta a esses iluminados! E desta vez vamos votar em Nós.
MIGUEL ALCOFORADO
1- As prioridades para o distrito devem deixar de medir-se em termos de legislaturas.
A política é serviço aos cidadãos e não serviço aos partidos e às suas questões programáticas. O PPM Vila Real defende e defenderá sempre uma abordagem de serviço ao povo, continuado e sistemático, na sua forma de estar na política.
As prioridades contextualizam-se em termos de liberdade, responsabilidade, organização, estratégias, municipalização e, acima de tudo começarmos a acreditar nas nossas capacidades intrínsecas. Se não acreditarmos em nós ninguém vai acreditar. É uma falácia andarmos a ouvir as prioridades: "saúde", "justiça", "educação", "emprego", "cultura" e tudo o mais. Sem tudo isso uma comunidade procura-se fora de si própria.
2- O fenómeno de desertificação do interior é um fenómeno que está de mãos dadas com o fenómeno demográfico e com o fenómeno económico. São movimentos cíclicos que exigem uma enorme capacidade de resposta das instituições no apoio às populações, às empresas e aos cidadãos. É uma questão que necessita, mais do que investimentos em massa, de estratégia, de organização e de resposta a novas necessidades. Não há nenhum plano estatal de repovoamento do interior que possa resultar à força. Se admitirmos esta questão à partida estamos a começar pelo princípio. Se andarmos a fazer planos de repovoamento do interior estamos a enganar o povo. E normalmente é na altura de eleições que se fazem planos de repovoamento.
3- Num distrito envelhecido e empobrecido, bem como num distrito que procura novos habitantes, há que procurar também na saúde empreendedorismo e inovação. Têm que deixar de ser os cidadãos a procurar as unidades de saúde e têm que ser estas a procurá-los.
Existem projetos de grande sucesso nesta matéria. Lembramos alguns ao nível da medicina dentária – que nos preocupa especialmente -. Há que desenvolvê-los ao nível dos exames complementares que atulham atualmente as unidades de saúde e das consultas de rotina. Obrigar os médicos a vir para o interior, dar-lhes umas migalhinhas a mais, injetar milhares de milhões no SNS não é solução. Para problemas novos há que trabalhar novas soluções. O PPM Vila Real defenderá a reintrodução das valências perdidas pelo Hospital de Chaves, bem como estará na primeira linha pela luta em outros distritos pelo fortalecimento das valências do Hospital de Bragança, de Mirandela e de um novo enquadramento do Hospital de Lamego. Há hoje profissionais qualificados a querer vir para o interior, nomeadamente para o CHTMAD, e a ARS-Norte não dá uma resposta baseada na necessidade imperiosa das populações, mas sim nos impulsos protecionistas dos centros hospitalares de origem. O PPM Vila Real tudo fará para que estas questões se façam em termos do interesse da população e não das gestões hospitalares, só porque admitem estar a gerir um quadro de pessoal. Quando se defendeu uma Faculdade de Medicina em Trás-os-Montes não foi por acaso. O próximo governo está obrigado a pensar nesta questão, custe o que custar à Ordem do Médicos. Se formos eleitos, nós vamos fazê-lo pensar, já que o PSD-CDS e o PS não têm andado com muita vontade de o fazer.
4- A nossa UTAD tem sido exemplar a mostrar o caminho. Empreendedorismo, inovação, qualificação, ligação entre a universidade e o tecido empresarial e parcerias com os municípios. Nesta equação apenas falta a questão intermunicipal, que continua aquém da sua potencialidade. Não é possível, século XXI dentro, que os municípios continuem, em termos de projetos de desenvolvimento económico e social, a estar de costas voltadas. O Alexandre Herculano deve estar desgostoso.
Ao nível da dinamização da economia, a agricultura está no ADN do PPM. É fundamental lutar para que os pequenos agricultores tenham acesso a financiamento às suas culturas, bem como, de uma vez por todas, que os financiamentos comunitários admitam uma percentagem para a preparação dos processos de candidatura que não saiam da totalidade dos valores candidatáveis. A fileira do vinho é fundamental mas não é a única riqueza de Trás-os-Montes. Tem, aliás, neste setor em particular, que tomar-se particular atenção às mais valias que ficam na região. A economia terá que tomar particular atenção ao turismo. Aqui o PPM Vila Real lutará para que as aldeias, em todos os municípios, tenham planos de pormenor que lhes permitam um crescimento sustentado, que possam vir a captar investimentos futuros nesta área.
5- A presença na Assembleia da República das diversas sensibilidades políticas do povo português, enriquecem a governação do país. Ao permitirem que a atividade legislativa inclua todo o pensamento ideológico dos portugueses, e que a ação do governo seja revista perante essas sensibilidades, estamos a assegurar e a fortalecer a nossa democracia.
A presença do PPM no Parlamento é uma mais-valia que fortalece a democracia e que demonstra que, quando os eleitores sabem o que querem, não se deixam levar por debates ou por cartazes, mas por razões e por princípios. Hoje, mais uma vez, acreditamos que os principais órgãos de informação democráticos em Portugal residem na imprensa local. Este trabalho é disso uma prova cabal. Embora não possamos dizer o mesmo de todos em Vila Real, agradecemos a prova de que este jornal acredita que a Democracia se faz com todas as vozes e não só com algumas vozes mais "votadas", deixando de fora os que para outros serão, certamente "mais fracos". Pelos mais fracos temos todos que lutar.
Pedro A. Peixoto
1- Para o PNR relançar a produção nacional e a economia, através de políticas protecionistas.
A questão da Casa do Douro, criação de um quadro comunitário de apoio, mudanças na agricultura; O plano de regadio; No reforço do associativismo e nos circuitos e redes de distribuição. O duplo objetivo do plano agrícola é a máxima auto-suficiência e o aumento das exportações, nomeadamente através de um setor cooperativo bem gerido e com menor intervenção de intermediários;
Iniciativa Marca Portugal. No escoamento e distribuição, urge a criação de unidade empresarial que comercialize apenas produtos portugueses.
Criação de uma “bolsa de terras” do Estado, para cedência à exploração, a preços simbólicos, para quem queira dedicar-se à agricultura e não tenha terras próprias. Fomento dos Setores: horticultura, floricultura, fruticultura, vitivinicultura, olivicultura.
2- Conceder incentivos fiscais e de Segurança Social às empresas que criem emprego estável e de longa duração, e que se fixem no interior do país, criando novos postos de trabalho, a fim de repovoar o interior. A Fiscalidade é injusta. A Justiça, desvirtuada da sua nobre função; Rever as NUTS e reabrir Tribunais; O interior do país, morre devido a políticas que levam ao encerramento de serviços administrativos e da atividade económica. A criminalidade violenta alastra. Os idosos escolhem entre alimentação ou a medicação.Rever: educação, saúde, segurança, justiça e criação de novas empresas.
3- Uma vergonha o que o Estado tem feito a nível nacional, e, não só, no nosso Distrito, a nível da qualidade dos cuidados de saúde.
Propomos: Criação de mais USF’s e dar maior autonomia ao Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro
Reabrir urgências encerradas pelos últimos Governos.
Incentivar a prescrição e o consumo de medicamentos genéricos, e apostar na produção de medicamentos genéricos por parte do Laboratório Militar.
Promover um sistema de incentivos para a colocação de médicos no interior do país que não seja apenas assente em incentivos remuneratórios. Este modelo será assegurado por todos os funcionários médicos nos quatro primeiros anos após a sua formação. Instituição de regime de voluntariado, com benefícios fiscais.
4- Há que adaptar a produção industrial ao nosso meio, como recursos de capital, Escolas Técnicas e Universidades. É preciso investir nas pessoas, em novas tecnologias e na criação de novos modelos de negócios. Urge defender a Família e combater o gravíssimo problema da natalidade em Portugal, com índices nulos ou negativos.
Só o crescimento demográfico garante a sustentabilidade da nossa Segurança Social, a mesma deve atuar como um apoio às famílias na preparação do seu futuro. Não é possível planear-se o futuro de uma família se, a cada ano, as regras mudam.
Repor os Abonos de Família. Ou seja, educação, saúde justiça e segurança são pontos fundamentais.
5- Com as ideias já acima referidas, penso que a nossa mensagem é de esperança para o futuro.
Há muito trabalho a fazer, mas, além de todos os recursos naturais temos uma população orgulhosa de ser portuguesa, trabalhadora, hospitaleira e resistente.
Não concordamos com a Santa Casa da Misericórdia estar disposta a acolher refugiados/imigrantes e pensar, desta forma, que vão repovoar o interior. As condições que propomos devem ser aplicadas aos portugueses.
Primeiro, sempre, os Portugueses.
Isabel Montalvão
1- De uma maneira geral, o nosso entendimento coincide um pouco com a demagogia dos partidos do poder, que defendem melhor saúde, mais educação, mais emprego, mais justiça, etc. Só que, não há meio de atingirmos sequer níveis médios de satisfação, porque o PSD/CDS e o PS se limitaram a gastar à tripa forra os fundos estruturais que a europa nos enviou, mais em benefício das suas clientelas políticas do que em favor das populações que dizem defender. Não nos devemos esquecer que foram estes partidos, que sucessivamente nos governaram, quer a nível regional quer a nível nacional, que nos conduziram aos resultados que todos conhecemos: hospitais sobrelotados, médicos e enfermeiros cansados e desmotivados, doentes desesperados e os possíveis utentes apreensivos. Fecharam centenas de escolas, colocaram professores no desemprego, extinguiram tribunais e encerraram aldeias com os idosos lá dentro. Por isso é que a nossa mais firme determinação consiste em MUDAR PORTUGAL, isto é, mudar a forma como se faz política, mudar a justiça, mudar a educação, mudar a saúde, mudar o sistema financeiro, mudar tudo aquilo que funciona mal. Nós, ao contrário dos fadistas que estão no governo e das cigarras que estão na oposição, representamos os portugueses e não os interesses instalados.
2- Um dos objetivos essenciais do PDR é a promoção do desenvolvimento nas zonas do interior do país, que têm sido votadas ao abandono pelos governos que se têm sucedido em Portugal. Para nós, não há portugueses de primeira e de segunda. Os cidadãos que vivem no interior, têm os mesmos direitos de participação na distribuição dos benefícios do progresso e do desenvolvimento, como os que vivem no litoral. Por isso, defendemos a abertura de um tribunal na sede de cada concelho e o aumento dos investimentos públicos nas áreas da saúde, do ensino e da justiça, de modo a criar dinâmicas sociais que atraiam investimento privado e abertura de empresas. Procederemos também à descentralização de serviços públicos em várias áreas da administração de modo a criar condições para a fixação das populações no nosso distrito, pois Portugal não é só Lisboa, nem é só o litoral. O Estado deve estar presente em todo o território nacional e tratar todos os portugueses de forma idêntica. Adotaremos medidas de promoção da natalidade assentes na dignificação da maternidade e da paternidade. Combateremos vigorosamente o inverno demográfico que atravessamos, com uma política de apoio à juventude, incentivando-a a constituir família em Portugal e a não abandonar o país.
3- O PDR devolverá o Serviço Nacional de Saúde aos portugueses. É urgente financiar e desenvolver mais valências nas diversas unidades hospitalares do nosso distrito. É inconcebível que, dia a dia, se regrida um pouco na qualidade e na diversidade dos serviços médicos prestados nos hospitais da nossa região, levando a que, tal como antigamente, a maioria dos serviços especializados obriguem a uma deslocação dos doentes para o litoral. É necessário contratar mais profissionais de saúde, melhorar as instalações e os equipamentos médicos. Nos tempos de crise em que nos colocaram, é urgente assegurar o acesso a cuidados de saúde dos setores mais frágeis da sociedade, nomeadamente, aos idosos, às crianças e aos deficientes, e a todos os mais desfavorecidos.
4- Desde logo, combater o terrorismo fiscal, pois é um dos principais desincentivadores do investimento empresarial no interior. É necessário criar condições para o aumento da competitividade das empresas: reduzir os custos da energia e melhorar o acesso ao crédito. Necessário é também travar um combate sem tréguas para libertar os empresários das teias da corrupção que, muitas vezes, lhes são impostas por decisores políticos pouco escrupulosos. É necessário também promover políticas de recuperação da agricultura tradicional que, durante muito tempo, desempenhou uma importante função social.
5- O PDR tem coragem de dizer a verdade aos portugueses. Nas sucessivas eleições, os que ganharam prometeram uma coisa e fizeram sempre o seu contrário, demonstrando que não representaram os portugueses, mas sim os interesses instalados. Continuam despudoradamente, nesta campanha, a mentir aos portugueses. Cabe a cada um de nós decidir o que pretende para o seu país e para a sua região. Assim, quem está satisfeito com os partidos que implementaram a política da troika, deve continuar a votar neles. A nossa mensagem destina-se a todos os outros, aos que, por razões válidas se têm abstido, e aos outros que se sentem enganados ou mesmo traídos. A todos eles apelamos a que votem no PDR, liderado por Marinho Pinto, um homem que fala clarinho como a água. Todos juntos, seremos capazes de combater a corrupção, o tráfico de influências e a criminalidade política e económica. Com o PDR haverá mais verdade, mais honestidade e mais transparência na vida política portuguesa.
Francisco Preto
1- 2- 4- O PAN propõe semear ideias para os próximos quatro anos que visam alterar consciências e contribuir para a transformação da sociedade, de acordo com valores éticos e ecológicos fundamentais. Novas políticas para credibilizar a democracia, devolver a felicidade e o bem-estar às pessoas, proteger a nossa casa comum – o ecossistema, e dignificar moral e juridicamente a vida e a existência dos animais que connosco partilham o planeta. Estes são os desafios que propomos.
O distrito de Vila Real apresenta, pois, inúmeras potencialidades, “pontos fortes”, mas igualmente inúmeras debilidades, fruto de uma visão não sistémica, integrada de desenvolvimento. Infelizmente, temos assistido a uma diminuição da taxa de natalidade, da população e a um envelhecimento da mesma, a um aumento do desemprego, aliás, em sintonia como que ocorre no resto do país, acrescido ainda da desertificação do seu interior mais profundo.
Assim, a causa dos principais problemas do distrito, são comuns ao que se passa no país. O PAN propõe uma mudança pela positiva, que assenta na consciencialização do equilíbrio entre Pessoas, Animais e Natureza.
Assim, genericamente defendemos: Permitir que pais e mães tenham mais tempo para os filhos; Potenciar o Serviço Publico de Saúde; Reformular os modelos de Segurança Social para apoiar idosos; Tributar a produção agroquímica e pecuária intensiva e apoiar a agricultura biológica, local e sazonal.
Reconhecer os direitos à Natureza; Tributar os espetáculos com sofrimento ou morte de animais; Criar o estatuto jurídico do animal; Defender o fim dos canis de abate;
Dedução no IRS das despesas médicas e de alimentação dos animais domésticos;
Promover uma gestão eficiente do território, dinamizar a agricultura e tornar economias locais auto-sustentadas;
Promover o interior e o espaço rural como territórios saudáveis, recuperação de saúde, descanso, geriatria;
Garantir a continuidade dos postos de trabalho e a possibilidade de reformas antecipadas que tenham como justificação a necessidade de cuidar das crianças;
Reduzir o tempo de trabalho, para 30 h, sem condicionamento do vencimento;
Reabertura de tribunais, escolas, centros de saúde e maternidades;
Recuperar e investir nas linhas ferroviárias. Opção mais económica e ecológica; Incentivos fiscais numa lógica de redistribuição entre regiões do país;
Ensino da agricultura biológica, biodinâmica aos vários níveis. Desde o trabalhar a terra até às obras de engenharia de irrigação, tratamento de solos;
Implementar o Rendimento básico Incondicional, proporcionando ao cidadão uma vida digna e valorizando o seu capital humano ao serviço da sociedade de forma compatível com a vida familiar;
Criar serviços de cuidados para crianças dentro das próprias empresas e serviços;
3- A saúde é um elemento fundamental para o bem-estar de todas/os, assumindo um papel cada vez mais preponderante na sua vertente holística. De facto, já não é mais possível olhar para a saúde humana sem atentar num contexto completo que inclua corpo, mente e espírito.
É, pois, urgente intervir nestas múltiplas vertentes, para garantir e incrementar um aumento de esperança de vida saudável. A promoção da saúde e a prevenção da “doença” terão sempre o papel primordial, orientando a prestação dos cuidados de saúde para as fases primárias: preventiva, preditiva, personalizada e participativa.
Assim, é necessário fomentar a consciência ecológica e sensibilizar a população para uma alimentação saudável.
Proibir publicidade referente a alimentos/bebidas não saudáveis.
Promover o contacto com a Natureza, com os animais, e a sua inclusão no agregado familiar.
Valorizar o uso da bicicleta e o “andar a pé”, como práticas de deslocação quotidiana dos cidadãos.
Implementar a prática do mindfulness nas escolas, no serviço social e na sociedade.
Promover consultas, tratamentos e práticas de terapêuticas não convencionais.
Impedir a exclusão social, abandono e solidão dos idosos e lutar por uma sociedade mais justa, fraterna e para todas as idades.
Aproximar, novamente, os CPS aos cidadãos, revitalizar o interior e proporcionar a fixação de médicos e outros serviços.
5- O PAN é a (r)evolução da consciência, pacífica, silenciosa, mas ativa, sentida e imparável… bem mais profunda que a do 25 de Abril. É a construção de uma sociedade saudável, feliz, fraterna em harmonia com a Natureza e seus Seres (humanos e não humanos), que o planeta precisa para ser sustentável. É uma questão vital! E, como dizia Nelson Mandela, “Tudo parece sempre ser impossível, até que seja feito”! E já começou a ser feito… Podemos contar consigo? Não apenas para a mera “cruzinha” mas como um cidadão consciente e igualmente responsável para criar um mundo… novo.
José Castro
1- A nossa prioridade é AGIR! Dar voz aos eleitores de Vila Real, levar as medidas necessárias à Assembleia da República, defender as soluções para os problemas sociais que estão a destruir a vida das pessoas, das famílias, dos pequenos contribuintes, dos pequenos e médios empresários.
A nossa prioridade é dar voz aos que não têm voz na Assembleia da República e no Governo: aos reformados que são roubados nas suas pensões e reformas; aos jovens a quem foi roubado o trabalho e o futuro, sendo forçados a emigrar e perder o contacto com a sua família e com a sua terra; aos empresários que são roubados nos impostos, vendo os grandes a não pagar nada e a fugir para os paraísos fiscais nos offshores com a cumplicidade do poder instalado, sendo explorados por uma máquina fiscal monstruosa que os espreme até destruir as suas pequenas e médias empresas, criando ainda mais desemprego, emigração, miséria, sofrimento e fome.
2- A primeira medida é eleger alguém que defenda Trás-os-Montes. Deputados e deputadas que defendam a sua terra e que não sejam meras marionetas dos seus partidos. Até agora os eleitores de Vila Real limitaram-se apenas a eleger pessoas que não sabemos quem são. Que entraram mudos e saíram calados na Assembleia da República e que defenderam as medidas e leis que levaram à destruição do interior, ao desemprego e ao êxodo da população para o estrangeiro e para as grandes cidades. Se deixarmos de eleger mercenários e robots autómatos, que não nos defendem, poderemos acabar com a destruição do futuro do norte e do interior do país.
3- Em primeiro defenderei na Assembleia da República a extinção da privatização da Saúde Pública, através da revogação das concessões de exploração dos Hospitais aos privados, acabando com as famigeradas EPEs, que mais não são do que pagamento de rendas a grupos económicos privados, PPPs ou Parcerias Público Privada na Saúde. Não podemos tratar os doentes como clientes e cortar na saúde para esta dar lucro aos privados. Acabando com a política que fez da Saúde uma negociata (onde o Estado entrega a exploração dos hospitais a privados e dá-lhes prémios e bónus se estes cortarem custos, sem se importarem com a vida das pessoas). Poderemos reconstruir um verdadeiro sistema de saúde que chega a todos e não discrimina os mais desfavorecidos.
4- O caminho está em colocar os meios financeiros e técnicos no interior e norte do País e não apenas no Sul e no Centro, apostando no Turismo Rural – não temos minas de ouro mas temos um filão valioso chamado Douro que ainda é desconhecido não está a ser devidamente apresentado, sendo preterido pelo Governo que favorece o Algarve e Lisboa mas não promove a nossa riqueza turística. Apostando na agropecuária e nos nossos produtos regionais, o vinho, o azeite, o queijo e o fumeiro tradicional, que continuam sem soluções de escoamento e exportação e sem apoio ao pequeno produtor.
5- Basta de políticos mentirosos e das suas políticas enganadoras. Basta de sermos representados na Assembleia da República por charlatões, por marionetas e paus mandados que nada fazem e apenas falam; Precisamos de AGIR já!
Estão a ser cometidas as maiores atrocidades e crimes horrendos e os próprios responsáveis, assassinos e criminosos políticos, desfilam na TV, distribuindo beijos e abraços, tentando receber de novo o nosso voto para continuarem as suas políticas criminosas.
Não podemos continuar a pensar como se não existisse alternativa, ficando impávidos e serenos apenas vendo o nosso futuro a ser destruído por parasitas que lutam pela sua vez de subir ao poleiro, para continuarem a governar-se a eles e aos amigos.
Está nas nossas mãos AGIR.
CARLA PIMENTA
1- Depois destes anos de austeridade e de precariedade crescentes, a candidatura cidadã LIVRE/Tempo de Avançar apresenta um conjunto de matérias prioritárias, definidas como uma agenda inadiável para recuperar a economia, dignificar o emprego e melhorar a vida em Portugal, ao contrariar a precariedade laboral, combater as desigualdades sociais, melhorar a prestação de serviços públicos, reduzir os custos e a burocracia para as pequenas e médias empresas e apostar na produção e no consumo locais.
Para melhor o conseguir, é essencial apostar na regionalização, para aproximar as decisões e a gestão orçamental aos cidadãos e democratizar a política regional.
2- Após décadas de políticas erradas, encerramento de serviços, perda de infraestruturas, destruição das ferrovias, falta de investimento no ensino e de um claro investimento nos centros urbanos no litoral, há que inverter o ciclo e recuperar a certeza de futuro no interior. A região tem que ter capacidade governativa para definir as suas prioridades e criar estratégias de planeamento, sem a gestão orçamental centralizada, que ignora as suas necessidades específicas.
A população do interior tem que ter acesso a serviços de saúde e de justiça com a mesma qualidade do litoral e têm que ser criadas condições para a fixação de empresas – nomeadamente, pelo ajuste dos ensinos superior e profissional às necessidades atuais e futuras, ou pelo investimento em redes de transportes públicos (que permitam trabalhar noutras localidades, sem constrangimentos do peso, no orçamento familiar, do combustível e das portagens dos transportes particulares).
3- O envelhecimento da população e o aumento da pobreza, requerem um acompanhamento ajustado na saúde. No entanto, assistimos ao oposto: encerramento de centros de saúde, diminuição de profissionais, redução de meios. A saúde é um setor prioritário e transversal a todos os restantes. Assim, o tratamento orçamental da saúde e o financiamento do SNS deverão estar na linha da frente.
É fundamental o reinvestimento nos cuidados primários (para travar o agravamento de problemas de saúde da população e a elevada procura dos serviços de urgência) e a aproximação dos locais de prestação de cuidados médicos à população – os mais isolados geograficamente merecem a mesma dignidade social dos restantes.
4- Os empresários do distrito necessitam, não só, de regras próprias de financiamento, que não os deixem sufocados logo na linha da partida e não os deixem reféns dos bancos, quando estão a tentar sobreviver, mas também da redução da burocracia habitual na gestão dos negócios, assim como de acesso a formação apropriada para a adequada gestão dos mesmos. Mas, porventura mais importante, precisam de clientes e isso só se consegue pelo alívio do orçamento familiar, pela fixação de população e pela recuperação da confiança no consumo – trabalhadores com estabilidade nos seus empregos e reformados com confiança nas suas pensões.
Para recuperar a economia, não basta reduzir despesas das empresas com os trabalhadores, ou fortalecer as entidades bancárias para financiar o consumo. Essa visão conduziu-nos a este ponto e é fundamental contrariá-la.
5- A candidatura cidadã Livre/Tempo de Avançar, surgiu no panorama político nacional com um espírito de missão. Organizou-se com princípios únicos de transparência e democraticidade, que conduziram à convergência, à escolha dos candidatos através de eleições e à elaboração de um programa eleitoral participado e atual.
A candidatura no círculo de Vila Real conta com sete pessoas de diferentes idades, com variadas experiências e competências, que, integrados num movimento de cidadania, querem contribuir positivamente para o bem geral.
Dia 4 de outubro contamos com a participação de todos os eleitores, para, com toda a força, mostrar que está na hora de mudar de política e mudar de rumo. É tempo de devolver aos cidadãos o seu destino. É tempo de colocar as pessoas no centro de todas as prioridades. É Tempo de Avançar.
PEDRO LOPES
1- Os problemas de regiões como a de Vila Real estão identificados, politicamente, como problemas de “interioridade e isolamento”, e estes derivam, logo à priori, da discriminação, no meu entendimento, contemplada na própria Constituição da República no sentido de dar menor importância às regiões desfavorecidas. Vila Real tem somente 5 lugar disponíveis para cadeiras da Assembleia da República. A Guarda tem direito a 2 lugares.
O nosso poder reivindicativo é imediatamente diminuído no início de qualquer legislatura. Pelo que, para situações de desigualdade tem que haver medidas de igualdade perante as outras regiões do país. A base populacional na forma de escolha parlamentar tem que ser “desvalorizada” em função das desigualdades regionais.
A nossa prioridade é combater, até do ponto de vista jurídico-constitucional, o ostracismo a que regiões como a nossa foram atiradas.
2- Quando o número de nascimentos de crianças começou a diminuir, os políticos da administração central apressaram-se a fechar escolas, estas, começando a diminuir ou a ficar mais distantes das famílias, obrigaram as populações das aldeias a deslocarem-se para centros populacionais maiores (“irem atrás dos filhos”). Estes centros populacionais, as sedes de concelho, quando começaram a diminuir populacionalmente, fruto da crise económica que originou um surto enorme de emigração (principalmente jovem), foi suficiente para que os Governos encerrassem serviços públicos, como são exemplo disso, o encerramento de centros de saúde, tribunais, serviços da segurança social, etc.
Pelo que as nossas medidas para combater a desertificação do interior passam, precisamente, pelo processo inverso: voltar à instalação da escola nas nossas aldeias; a reativação dos serviços públicos que foram cruelmente encerrados ou desclassificados; e aumentar os incentivos fiscais aos rendimentos que recaiam sobre as famílias (IRS e IMI). Os sacríficos que o Governo tem que fazer com o apoio às nossas populações têm que ser maiores. O papel dos autarcas de Vila Real, independentemente da cor partidária que defendam, têm que ter mais apoio na Assembleia da República.
3- Na sequência das respostas anteriores, o governo central, co-responsável da desertificação do interior do país, tem que reforçar financeiramente as dotações para a saúde nas regiões como a nossa. O incentivo à mobilidade de pessoal médico e enfermeiros, para os nossos hospitais ou centros de saúde, terá que passar pela criação de um quadro remuneratório específico e melhorado, com caráter de permanência para os profissionais da saúde. A subvenção remuneratória esporádica, dada a médicos e enfermeiros, ou outro pessoal técnico na área da saúde, para “tapar buracos” no sistema de atendimento, não garante qualidade médica às populações.
4- É meu entendimento que tem que se fazer a recuperação e requalificação urbana das nossas aldeias ou centros urbanos. Neste capítulo, as Câmaras Municipais terão um papel decisivo nessa tarefa. A recuperação da “casa abandonada” terá um duplo impacto na economia local. Por um lado “disponibiliza” uma habitação, por outro mobiliza a atividade económica local no sentido de apoiar a construção civil e a atividade comercial conexa, e ao mesmo tempo a diminuição do desemprego.
A bonificação fiscal, que supostamente abrange as populações como as de Vila Real, em sede de IRC, principalmente, tem que ser alargada genericamente a outros impostos, ao IRS e IMI, na ótica do contribuinte, sem que faça diminuir as receitas fiscais na ótica da receção de receitas (autarquias). O Estado tem que complementar a desigualdade na redes de atribuição de receitas fiscais, segundo o princípio de que “regiões desfavorecidas têm que beneficiar de medidas desiguais” perante regiões favorecidas.
5- O Partido da Terra – MPT, o qual eu represento, é uma voz diferente. Quer mudar os paradigmas na forma de distribuição de oportunidades, queremos tratar as pessoas com mais atenção e respeito.
Os poucos, mais de 3000 votantes de Mesão Frio, por exemplo, cuja representativa eleitoral é quase nula, têm que merecer mais apoio para suprir as suas dificuldades.
O MPT reivindicará tratamento de exceção para regiões desfavorecidas, com objetivo de um crescimento sustentado em articulação com a proteção da natureza, centrando a focalização da pessoa humana como centro das nossas atenções.
JOÃO GONÇALVES
1- O distrito de Vila Real sofre do desperdício dos seus recursos: naturais e humanos. Isto porque carece de capacidade de gestão, padece de envelhecimento da sua população, de baixa ou muito baixa qualificação dos mais idosos, e da desertificação de muitas aldeias e até vilas.
O distrito de Vila Real precisa de estancar, no imediato, a fuga de jovens para o estrangeiro e o litoral, bem como a desertificação.
Precisa ainda de apostar nas vantagens comparativas que o distrito tem em muitas áreas da agricultura menos exploradas, nomeadamente os frutos secos e o azeite, no turismo, e difundir cada vez mais o vinho como produto por excelência da região, assegurando uma retribuição condigna aos produtores.
Precisa, acima de tudo, de apostar na capacidade de gestão dos seus empresários e na qualificação dos seus trabalhadores.
Para isso, o PURP propõe:
– Classificação da região como região muito desfavorecida- Incentivos prioritários à formação de quadros empresariais, nomeadamente com a criação, em Vila Real, de uma faculdade de gestão vocacionada para a gestão agroambiental, a gestão turística e a gestão industrial.
– Apoio prioritário ao investimento, com aumento das comparticipações dos fundos comunitários e do Estado nos projetos agrícolas, florestais, ambientais, turísticos e industriais que revelem viabilidade pelas caraterísticas do investimento e da qualidade da gestão, devendo essa comparticipação poder atingir os 75% do investimento, quando agora se fica pelos 30% ou 40%. Simultaneamente os juros bancários deverão ser substancialmente reduzidos para esses projetos. Reformas e pensões não inferiores ao salário mínimo nacional para quem descontou pelo menos vinte anos para a segurança social para dinamizar a procura
– Apoio às empresas para criação de emprego jovem.
– Apoio à criação de organizações de produtores ( agrícolas, florestais e industriais) de modo a que sejam estas a negociar condições de fornecimento à grande distribuição que é, neste momento, um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento da região e do país em geral por colocar um garrote à produção.
– Não pagamento de portagens no troço da A4 entre Vila Real e Bragança, não só por encarecerem a produção regional e a exportação, mas também por não existirem alternativas à A4.
– Criação de uma rede de apoio à exportação.
– Fim do atual mapa judiciário, repondo, em novos moldes, as antigas comarcas de modo a que a Justiça seja para as pessoas e não as pessoas para a Justiça.
2- Todas as medidas que o PURP propõe, e referi na resposta à primeira pergunta, serão as melhores medidas para promover a fixação de pessoas, incluindo jovens qualificados na região.
Conjuntamente com elas, remunerações condignas, estabilidade no trabalho e redução de impostos por cada filho menor de cada casal irão proporcionar um enorme aumento da qualidade de vida que atrairá os mais jovens para o distrito de Vila Real, e provocará, com toda a certeza, um rejuvenescimento desta região envelhecida.
Finalmente, é essencial garantir transportes públicos ao fim de semana entre Vila Real e as aldeias do concelho, bem como entre outras sedes de concelho e suas aldeias.
3- Uma das propostas do PURP é que parte dos médicos que terminem o internato geral e o de especialidade serem obrigatoriamente colocados na região de Vila Real, de modo a satisfazerem as necessidades de médicos no distrito, sempre em termos de equidade com outras regiões.
Por sua vez estes deveriam ter vencimentos majorados em 10% relativamente aos médicos em iguais condições fixados no litoral e nos grandes centros.
4- O distrito tem boa matéria prima: o seu solo, o seu clima, a sua paisagem. Tem boa matéria humana, como está demonstrado com os seus homens e mulheres que emigram.
Carece de falta de capacidade de gestão dos seus empresários e de melhor formação dos trabalhadores para se tornar numa região das mais ricas do país.
A formação de empresários, quer pela respetiva associação e pela universidade, e a formação dos trabalhadores do distrito, pelos sindicatos, escolas profissionais e universidade, são a essência das medidas que expusemos na resposta à primeira questão.
Reformas e pensões não inferiores ao salário mínimo nacional para quem descontou pelo menos vinte anos para a segurança social é uma medida essencial de justiça, solidariedade e dinamização da procura de que o distrito tanto carece.
5- Acreditem que é possível um país melhor.
Os partidos tradicionais do poder significam corrupção, mentira, mau governo.
Os tradicionais partidos da oposição espalham utopias.
É a hora de aliar a experiência dos mais velhos à capacidade de renovação dos mais jovens.
Vote no PURP, partido que se formou há 2 meses para ser o partido da esperança.
HENRIQUE PRIOR




