Em Portugal, já lá vai o tempo em que as mulheres não podiam votar e muitos esforços foram feitos para que essa descriminação acabasse.
Infelizmente, neste século de maravilhas infindáveis, o voto das mulheres continua a ser-lhes proibido em muitas faces da terra, como lhes é proibido um conjunto de direitos ainda mais essenciais (alimentação, vestuário, educação, território, privacidade, saúde, paz e alegria).
No nosso país, depois de ser acionado esse direito, outro esforço surgiu: levar a população portuguesa ao exercício do voto. Muitos e muitos anos sem eleições ou, havendo-as, deturpadas e falsificadas, causaram sentimentos díspares, no meio do desejo de afirmação: medo, desconfiança, dúvida, indecisão e, acima de tudo, a questão de se saber
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