O sinistro rodoviário, que envolveu um autocarro da Empresa “Auto Viação do Tâmega” e uma carrinha com trabalhadores agrícolas, foi aparatoso e assustou alguns dos envolvidos, mas sem consequências graves. O choque frontal entre as duas viaturas provocou apenas ferimentos ligeiros em três crianças, entre os 7 e 11 anos, (alunos das aldeias de Carvalho e Sedielos que estudam na Régua), e uma mulher, 40 anos, que viajava no outro veículo. Por mera precaução, todos os feridos foram transportados para o Centro Hospitalar de Vila Real.
Na sequência do acidente, dois bombeiros acabaram por ser agredidos. Segundo Luís Oliveira, um dos agredidos, tudo aconteceu quando “o marido da mulher ferida que seguia na carrinha terá ameaçado bombeiros e elementos da GNR”, presentes no local. “Mesmo depois de ser afastado do local do acidente, regressou e acabou por me dar um murro na boca e arranhou o pescoço do comandante dos Bombeiros de Peso da Régua”, contou Luís Oliveira.
Não satisfeito, o amotinado começou ainda a “pontapear a porta lateral da ambulância do INEM, afecta aos bombeiros de Mesão Frio, amolgando-a”. O bombeiro de Mesão Frio adiantou que “vai apresentar queixa na GNR”, o mesmo deverá suceder com a sua corporação pelos prejuízos sofridos na viatura. Entretanto, a Câmara de Peso da Régua accionou o Gabinete de Protecção Civil e deverá abrir um inquérito sobre o acidente para saber, entre outras coisas, se o autocarro circulava com o número de passageiros superior à lotação atribuída.





