Quarta-feira, 20 de Outubro de 2021

Acolher, esclarecer, esperar

Na manhã do dia cinco, congregaram--se na Casa Diocesana de Via Real cinquenta e cinco religiosos (sendo sete sacerdotes) para celebrarem o «Dia do Consagrado» e renovarem os seus votos.

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Depois de uma breve apresentação das Congregações, fizeram uma partilha da reflexão realizada nas comunidades sobre o pedido da CEP acerca da «novo estilo de ser Igreja e de fazer pastoral», partilha rica e variada, entregue ao secretário do grupo coordenador, o P. José Carlos Coutinho, pároco de Godim. Nessa partilha falou-se da necessidade de os párocos fazerem equipa entre si e dentro da paróquia, de os religiosos se integrarem na paróquia; da necessidade de a paróquia ter um serviço social que dê um testemunho visível de serviço no mundo; de um clima de alegria e esperança nas celebrações.

O senhor Bispo fez uma síntese da partilha, que depois completaria na homilia, lembrando que estamos na fase última da mudança cultural: «o mundo apresenta-se hoje por toda a parte como onda afirmativa de direitos e aspirações dos povos e das pessoas, da sua capacidade técnica, e desejo de autonomia. Isto é positivo e, neste aspecto, muito diferente da sociedade antiga, tendencialmente submissa aos poderes políticos e religiosos, dependente dos recursos artesanais e esperando tudo de Deus a quem procurava manobrar pelos ritos. Esta mudança conduz a uma legislação prioritariamente defensora do indivíduo e do seu bem-estar, e inimiga das estruturas que pareçam prender o indivíduo, como é a família. O culto religioso de louvor e de gratidão não se coaduna com tal sensibilidade, e nascem as «religiões da felicidade» a substituir as religiões da conversão. No fundo é a autonomia das realidades terrestres mal entendida. Essa autonomia tem um sentido positivo e um sentido pagão. Estamos na fase pagã. Vai levar tempo a dar a volta, mas ela acabará por dar-se, ainda que não saibamos quando. Perante esta desordem cultural, alimentada por certos governos, há necessidade absoluta de «acolher as pessoas, esclarecer e esperar. Tudo isto requer muito tempo que parece perdido. A tentação é começar logo pelo gesto de «juiz», gritando que estão erradas e despedi-las» Aos religiosos pediu que fossem pioneiros dessa pedagogia cristã do acolhimento.

Na Diocese trabalham actualmente dez Congregações femininas com pequenas comunidades dispersas, e quatro masculinas: Franciscanos (Vila Real), Salesianos (Poiares-Régua), Espiritanos (Godim-Régua) e os Padres Vicentinos (Chaves). Das Congregações femininas estiveram presentes oito.

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