Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Adega desenhada por Belém Lima entre os nomeados do prémio Mies van der Rohe

São mais 140 obras de 28 país europeus que competem em mais uma edição do mais conceituado prémio de arquitetura. A Adega Alves de Sousa é um dos 19 nomeados portugueses

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A Adega Alves de Sousa, na Cumieira, concelho de Santa Marta de Penaguião, desenhada pelo arquiteto vila-realense Belém Lima, é uma das obras nomeadas na edição de 2015 dos Prémios Mies van der Rohe.

Criado há 25 anos, o prémio é considerado como um dos “mais prestigiados” no mundo da arquitetura a nível europeu, apresentando-se na competição 140 obras de 28 países.

“Vi a nomeação com agrado e com alguma surpresa”, explicou Belém Lima sublinhando a importância do prémio e o facto de “quase todos os grandes arquitetos” já terem merecido o reconhecimento europeu.

Criado pela Fundação Mies van der Rohe, o prémio está atualmente enquadrado na União Europeia, agora a responsável pela sua atribuição.

A primeira obra a merecer a distinção, em 1988, era da autoria do arquiteto português Siza Vieira, que venceu com o edifício de uma agência bancária em Vila do Conde.

Belém Lima entra na ‘corrida’ com a Adega Alves de Sousa, um edifício concluído recentemente em pleno Douro e que tem uma “ uma identidade que não se sobrepõe ao território” apesar de ter uma “presença inequívoca”.

Além dessa integração na paisagem, outra preocupação do arquiteto foi garantir a sua funcionalidade, o “seu lado muito objetivo, muito pragmático”, uma vez que se trata de um edifício que “pretende, sobretudo, ajudar a fazer os vinhos”, ao mesmo tempo que “elogia” o setor vitivinícola.

“Quando entramos na adega sentimos, percebemos, entendemos, a tarefa do fabricar do vinho, desde o momento da chegada das uvas (num lugar especial pela paisagem) até todo o caminhar no interior, que é feito de forma a percebemos o processo de produção”, explicou o autor do projeto.

Belém Lima sublinhou ainda que a adega “tem uma construção coerente e sólida” e opções estéticas que despertam expectativas relativamente ao seu interior. “Por fora não imaginamos o que está dentro. É enigmática. O seu volume extravasa a imagem tradicional de um armazém”.

As questões da sustentabilidade do edifício foram também tidas em conta através da “qualidade térmica e ambiental interior”, da “aposta muito grande no protagonismo da luz natural” e no “posicionamento estratégico da sala de barricas enterrada”.

O arquiteto vila-realense acredita que mesmo que não seja o vencedor, a nomeação já é muito positiva para a região, uma vez que a Adega Alves de Sousa irá representar o Douro em várias exposições das obras nomeadas que vão percorrer a Europa.

Em Portugal são 19 os nomeados, sendo que ao lado da adega da Cumieira vão concorrer, por exemplo, o Museu da Oliveira e do Azeite (Mirandela), o Centro de Alto Rendimento de Remo do Pocinho (Vila Nova de Foz Côa), o Pavilhão Multiusos de Viana do Castelo, o Centro de Artes Contemporâneas da Ribeira Grande (Açores) ou a Remodelação geral da sede do Banco de Portugal (Lisboa).

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