Quinta-feira, 7 de Julho de 2022

Alerta para a cultura sem transcendência

A festa da Ascensão, sendo uma festa de Jesus Cristo, é também uma festa de toda a raça humana, e alerta-nos para a cultura sem transcendência que asfixia o mundo. Assim se dirigiu o senhor Bispo aos fiéis em Sanfins do Douro no Domingo passado. Sanfins do Douro é uma das cinco vilas do concelho […]

A festa da Ascensão, sendo uma festa de Jesus Cristo, é também uma festa de toda a raça humana, e alerta-nos para a cultura sem transcendência que asfixia o mundo.

Assim se dirigiu o senhor Bispo aos fiéis em Sanfins do Douro no Domingo passado.

Sanfins do Douro é uma das cinco vilas do concelho de Alijó, criada depois do 25 de Abril, mas mais conhecida pela sua história como centro de administração eclesiástica e de pastoral, como atesta a «velha casa paroquial», um enorme casarão com as armas do arcebispo de Braga onde se hospedavam clérigos aos quais fora confiado o pastoreio de várias paróquias em redor. Desde a última visita em 2002 celebraram-se 86 baptismos, 142 óbitos e 48 casamentos.

O nome da paróquia parece indicar o «termo», o «fim» das terras do Douro. Talvez S. Félix esteja ligado ao nome de «Sanfins do Douro». De facto, a povoação situa-se na encosta do monte da Senhor da Piedade, acima da qual já não há vinho do Douro, mas hoje a padroeira é a Senhora da Assunção.

Por essa referência começou o senhor Bispo a sua pregação no Domingo, lembrando que a paróquia é da Senhora da Assunção mas a liturgia celebrava naquele Domingo a Ascensão do Senhor, e explicou a diferença entre «a Ascensão de Jesus que sobe á glória do céu por mérito e poder próprio e a Assunção de Maria que foi mais arrastada pelo poder de outrem e levada por privilégio especial de seu Filho».

Os actos da visita à paróquia principiaram na terça-feira, dia quinze de Maio, pela visita à capela de Cheires e aos Bombeiros locais da parte de manhã e prosseguida pelo encontro no «Centro de dia» da Associação Cultural e Social de Sanfins. Da parte de tarde visitou o «Jardim-de-infância» da mencionada Associação, a Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico, a Corporação dos Bombeiros Voluntários e a Junta de Freguesia. Pôde ainda deslocar-se ao santuário da Senhora da Piedade e, ao fim do dia, reuniu com os Escuteiros e 25 dos jovens crismandos.

Na manhã do Domingo, toda a população se concentrou no adro para a recepção ao prelado tendo um membro da Fabriqueira feito a saudação e sublinhado a prioridade dada pelo pároco ao trabalho com os jovens como atestavam os grupos ali reunidos. A igreja, um prédio monumental, encheu completamente numa celebração onde seriam crismadas 54 pessoas.

Na homilia, depois de referir a diferença entre Ascensão e Assunção, o senhor Bispo lembrou que a Ascensão faz parte integrante do mistério pascal, designa o termo das aparições visíveis de Jesus Ressuscitado aos Apóstolos, e é uma festa com incidências na cultura e projecto de vida humana: «A vida humana orienta-se para o céu, como a vida da vinha se orienta para o trabalho posterior à própria vindima. Vivemos numa época sem escatologia, prisioneira da terra, fechada nos limites da história mundana, e por isso incapaz de compreender os grandes valores da vida. Neste mundo fechado, o cristão é chamado a ser testemunha de outros horizontes. Para isso é indispensável o Espírito Santo que ilumina e fortalece os cristãos». A partir daí disse aos jovens que iam ser crismados que «não se trata de uma licença para ser padrinho, mas do início da adultez cristã: é indispensável passar de uma fé herdada, apoiada na iniciativa e brio dos pais, a uma fé pessoal assumida com alegria como um grande projecto capaz de mobilizar a pessoa em favor dos outros»

No final da celebração o almoço foi servido conjuntamente na Senhora da Piedade às autoridades da freguesia e Presidente da Câmara, ao pároco e ao senhor Bispo, e foram várias as famílias que ali se deslocaram para o almoço do Domingo.

É pároco o P. José Daniel Ferreira Real, ali residente, e quem está confiada também a vila de Alijó e o respectivo arciprestado.

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