Desde sempre foram ouvidas críticas à falta de pragmatismo e à retórica apologética que dourava as relações luso-brasileiras. Fazíamos juras de amizade recíproca, nos Parlamentos e nas Academias, nas festas nacionais e nas visitas dos mandatários da Nação, mas o comércio bilateral estava limitado aos chamados “produtos de sobremesa” e a pouco mais, não passando de alguns milhões de dólares por ano; aprovavam-se os estatutos da igualdade de direitos e deveres entre brasileiros e portugueses, mas, na prática, não se tirava proveito desse benefício disponível para os cidadãos; abria-se mão das consoantes mudas na escrita para consagrar os acertos da ortografia, mas as divergências persistiam; alimentou-se a ideia de que, de um lado, a entrada
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