Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2025
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Amizades e distâncias

As relações luso-brasileiras atravessaram nos últimos anos uma fase onde não se sentiram grandes amuos e, ainda menos, atritos ou desacertos entre as duas chancelarias, como aconteceu no crepúsculo da política ultramarina portuguesa, quando o Brasil se distanciou das posições de Lisboa, ou, no final da década de 90, com a imigração e as confusões criadas nos aeroportos. Por outro lado, também nesse mesmo período pouco de especial e de relevante aconteceu para enriquecer o relacionamento entre os dois Países, tão intimamente ligados pela História, pela Língua e pelo condomínio de patrimónios.

Desde sempre foram ouvidas críticas à falta de pragmatismo e à retórica apologética que dourava as relações luso-brasileiras. Fazíamos juras de amizade recíproca, nos Parlamentos e nas Academias, nas festas nacionais e nas visitas dos mandatários da Nação, mas o comércio bilateral estava limitado aos chamados “produtos de sobremesa” e a pouco mais, não passando de alguns milhões de dólares por ano; aprovavam-se os estatutos da igualdade de direitos e deveres entre brasileiros e portugueses, mas, na prática, não se tirava proveito desse benefício disponível para os cidadãos; abria-se mão das consoantes mudas na escrita para consagrar os acertos da ortografia, mas as divergências persistiam; alimentou-se a ideia de que, de um lado, a entrada

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