De cartazes na mão e com gritos anti-facismo, os cerca de 20 manifestantes fizeram-se ouvir à passagem de André Ventura.
"Estamos aqui para fazer ver que somos contra os fachos e que não podemos ser tolerantes com os intolerantes", referiru, à VTM, um dos manifestantes.
Ali ao lado, Catarina, que mesmo de máscara fez questão de pintar os lábios de vermelho, explicou que a sua presença serve para mostrar que "dentro da democracia há lugar para tudo, menos para o fascismo". "Cada um nós tem as suas preferências políticas, mas achamos que a nossa condescendência com a extrema direita está a deixar passar muita coisa. Está na altura de começar a bater o pé, mostrando o nosso desagrado não com o André Ventura e o Chega em particular, mas com o movimento que está a a crescer pelo mundo fora".
Também Francisco se juntou ao protesto porque "o início do fim da liberdade de expressão é precisamente a liberdade de expressão de quem não tem interesse em preservá-la ou promovê-la por todos, de forma igual".
"Compreendemos que representa algumas preocupações do povo,algumas delas legítimas, mas a maneira como as expõe e o discurso populista, securitário e opressivo que demonstra não pode ser tolerado", acrescenta.
André Ventura esteve em Vila Real a participar numa iniciativa da Youth Academy, garantindo que "é sempre bom discutir e debater ideias sem censura, como já aconteceu com algumas associações que optaram por não me convidar".
"Fico satisfeito com o facto de os nossos jovens mostrarem interesse em debater os temas políticos que o país está a discutir e é importante que a democracia se faça na jornada universitária", acrescentou.
Sobre o protesto com que foi recebido, o candidato a presidente da República salientou que "estes, como tantos outros maifestantes, têm todo o direito de se fazerem ouvir e de estar aqui, assim como eu tenho direito de fazer a minha campanha. Se os manifestantes quiserem acompanhar-nos até ao fim da campanha, podem fazê-lo. Não vão, certamente, afetar aquilo em que acredito e que aquilo que acho ser positivo para o país".
"O facto de estarem constantemente a manifestarem-se só mostra que estou no caminho certo", conclui.





