Terça-feira, 9 de Junho de 2026
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Ano negro para a cereja

Numa altura em que a apanha já deveria ter quase terminado, aos pomares de cereja ainda faltava o salpicado de vermelho vistoso do fruto do qual dependem muitas famílias durienses e transmontanas. Produtores falam “no pior ano de sempre” e contabilizam uma quebra na ordem “de mais de 80 por cento”

as as condições desfavoráveis para qualquer fruteira. A cerejeira é mais afetada, porque é muito mais sensível”, explicou Ana Paula Silva, docente e investigadora da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), sobre a forte quebra registada na produção de cereja.

O primeiro problema para a fileira foi o inverno, que este ano, em vez de frio teve temperaturas mais amenas. “As fruteiras de clima temperado precisam de frio e não tivemos. Isso teve como consequência um arrastar de florações, má qualidade das flores e, portanto, desde aí a produção já estava comprometida”, explicou a mesma responsável.

Depois, “para piorar”, na altura em que é preciso temperaturas amenas para a polinização, a região assistiu a fortes chuvas

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