Quinta-feira, 7 de Julho de 2022

António Costa lembra direita que PS tirou Portugal do “lixo”

Secretário-geral do Partido Socialista respondeu à oposição, afirmando que “a direita bem pode dizer que teria feito o mesmo. Há uma coisa que nós sabemos: não o fez e nós fizemos”.

O Secretário-geral do Partido Socialista (PS), António Costa, salientou o reconhecimento que o Fundo Monetário Internacional (FMI) fez ao “notável progresso de Portugal ao longo do último ano” e o da agência de rating Standard & Poors (S&P), que no final da passada semana retirou a dívida portuguesa do nível de “lixo”, em que estava desde 2011.

“A direita bem pode dizer que teria feito o mesmo. Há uma coisa que nós sabemos: não o fez e nós fizemos”, afirmou o primeiro-ministro no comício de apoio a Carlos Guerra, candidato socialista à câmara municipal de Bragança , há 20 anos nas mãos do PSD.

O líder socialista explicou ainda que, ao contrário do que a direita preconizava, os resultados positivos foram alcançados “não aumentando os impostos como eles fizeram, mas diminuindo os impostos. Não cortando os salários, mas aumentando os salários. Não cortando as pensões, mas aumentando as pensões. Não só tivemos melhores resultados, como tivemos melhores resultados com menos sacrifícios para as portuguesas e portugueses”.

Sublinhando o rumo que o PS decidiu seguir, António Costa referiu que “muitos diziam que não só não era possível, como era preciso agravar ainda mais a austeridade, com um novo corte de 600 milhões de euros. Dois anos depois aquilo que provámos foi, em primeiro lugar, cumprimos o que prometemos aos portugueses. Repusemos salários, prestações sociais e as pensões. Provámos, em segundo lugar, que esta reposição de rendimentos não assustou os investidores. E, em terceiro lugar, que era possível repor rendimentos”.

O Secretário-geral do PS adiantou ainda que Portugal “está hoje a crescer mais do que a União Europeia e vamos ter este ano o maior crescimento desde o início do século”.

“É graças a esse crescimento que temos vindo a cumprir aquela que tinha sido a principal meta da nossa política económica: emprego, emprego, emprego”, acrescentou, referindo que, ao longo dos últimos dois anos, houve um aumento de mais 200 mil postos de trabalho, com a taxa de desemprego a descer dos 12 para abaixo dos 9 por cento. “A maioria dos empregos que tem vindo a ser criada não são empregos precários, são contratos sem termo, empregos definitivos, ou seja, empregos com mais e melhor qualidade”, frisou.

Lembrando que a população ativa está a aumentar, António Costa promete continuar o caminho traçado pelo PS de “uma estratégia inteligente e determinada de redução do défice para reduzir a dívida, porque só reduzindo o défice e a dívida, só criando confiança, temos mais investimento e só tendo mais investimento temos mais emprego, mais salários e melhoria das condições de vida dos portugueses”.

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