Sábado, 25 de Maio de 2024
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ARS Norte diz ser ”necessário travar a fundo”

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Na habitual reunião semanal com Fernando Queiroga, presidente do município de Boticas e representante da CIM do Alto Tâmega, a Administração Regional de Saúde do Norte voltou a transmitir as preocupações quanto à alta transmissibilidade do vírus e o aumento de contágios, estimando que só após duas a três semanas de confinamento e, consequentemente, de redução de contactos e mobilidade das pessoas, seja possível fazer descer a curva e diminuir o elevado número diário de novos positivos e de óbitos, segundo comunicado da autarquia botiquense, onde refere que “neste momento, a taxa de positividade relativamente aos testes realizados ronda os 20%, sendo a faixa etária mais afetada a dos 20 aos 29 anos. Dos positivos, na região norte, 20% corresponde já à chamada estirpe inglesa do vírus, que tem uma maior transmissibilidade. Neste momento, na região norte o RT (taxa de transmissibilidade que determina quantas pessoas infeta cada um dos infetados) está em 1,09”.

Na mesma reunião, a ARS Norte sublinhou que “é fundamental travar a fundo, ter responsabilidade individual e consciência cívica” para o país ultrapassar este momento, sublinhando que, além da forte pressão que se faz sentir sobre os hospitais e o Serviço Nacional de Saúde, “há uma fadiga acumulada e muito cansaço não só do pessoal médico, mas de toda a população, com preocupantes efeitos psicológicos que se fazem sentir cada vez mais e deixarão sequelas”.

Por seu lado, o autarca botiquense manifestou a preocupação pela elevada taxa de infeções que se regista no Alto Tâmega e em particular no concelho de Boticas, disponibilizando a ajuda das autarquias na realização dos inquéritos epidemiológicos, já que os mesmos estão muito atrasados, demorando entre 9 e 10 dias a que os doentes positivos sejam contactados, o que, no entender do autarca, “poderá ser também uma das razões para o aumento do contágio”, sublinhando ainda a necessidade de encerrar as escolas como forma de conter a disseminação comunitária do vírus, o que viria mais tarde a ser anunciado pelo Primeiro Ministro.

Em nome da CIM Alto Tâmega, Fernando Queiroga manifestou ainda a total disponibilidade dos Municípios para colaborarem na vacinação da população, assegurando os recursos necessários, quer em termos de transporte, quer na cedência de instalações, para garantir que a população seja vacinada nas diferentes localidades e aldeias, sem ter necessidade de se deslocar às sedes de concelho.

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