Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2025
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As incertezas dos mercados e as agências de risco

Para alguns analistas “tem água no bico” a decisão da Standard & Poor’s que na semana passada rebaixou a classificação de risco da França e de mais 8 países europeus. E a desconfiança não foi gerada apenas pela revisão pessimista da agência norte-americana, que já no final do ano passado a pré-anunciara, mas também porque o rebaixamento ocorreu numa altura em que os mercados financeiros pareciam mais tranquilos e davam alguns sinais de melhoria, com as bolsas em alta, o BCE a cobrir dificuldades dos bancos e a Itália e a Espanha a conseguirem a rolagem das dívidas soberanas a taxas de juros mais baixas.

Foi, portanto, no mínimo, intempestivo o anúncio da “S&P” que afetou o grau de risco de quase todos os países da “eurozona” – e de modo especial a França, que, ao lado da Alemanha, liderava a estratégia de recuperação da Europa atingida em cheio pela crise. E como está em curso e a cada dia mais aceso o debate eleitoral no país, com eleições marcadas para maio, não é nenhum despropósito aceitar a desconfiança daqueles que acham que, embutida na decisão da agência, existem interesses políticos e motivações especulativas. Os primeiros, seriam para criar dificuldades à reeleição do Presidente Sarkozy com o enfraquecimento da posição da França e o abalo em seu prestígio, enquanto as

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