Eduardo Varandas
Eduardo Varandas
Arquiteto. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

As incoerências do Governo e a pesada herança

O actual Governo da Nação, apesar de ter entrado em funções há pouco mais de 150 dias, deu já nítidas indicações para se entender como será o seu estilo de governação nos próximos quatro anos de legislatura, para a qual foi democraticamente eleito. Duas medidas sintomáticas disso mesmo foram tomadas ultimamente, e ao contrário do que se pretende demonstrar, são bastante contraditórias entre si, sendo mesmo totalmente incoerentes.

Uma, anunciada logo no início do mandato, e outra muito recentemente. A primeira, como todos se recordarão, tem que ver com a decisão anunciada pelo PM, logo após a sua investidura, ao determinar que todos os membros do Executivo passassem a viajar de avião em classe económica, sempre que se desloquem de, e para a Europa. A segunda relaciona-se com a atribuição de isenção de horário de trabalho para todos os funcionários afectos aos gabinetes ministeriais. Embora pareçam semelhantes entre si, contêm, no entanto, notórias contradições, tendo em vista os objectivos pretendidos. A primeira terá muitíssimo pouco impacto financeiro nas contas públicas. A sua implementação é mais simbólica do que real, justificando-se apenas pela mensagem

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