Sábado, 16 de Outubro de 2021

As moções de censura

São já demasiadas as moções de censura que se alevantam. O Governo Sócrates teve, no seu decurso governativo, salvo erro, duas. Devida e estrategicamente chumbadas, obviamente. Nesta fase pós-eleições presidenciais, com Cavaco Silva acalentado como nunca na cadeira de Belém (o não-político chegará, finalmente, ao fim deste seu interessante e profícuo percurso político dentro de cinco anos), o PCP adiantou-se à concorrência e sugeriu o óbvio: não prescindirá da possibilidade constitucional de apresentar uma moção de censura ao Governo.

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Marcelo Rebelo de Sousa, comentador-mor do reino, numa ânsia devoradora concorrencial, rematou que o governo estava já morto. Seria, portanto, uma questão de semanas, porventura meses. Entretanto, o Bloco de Esquerda, espreitou uma janela de oportunidade: com o fracasso do estapafúrdio acordo presidencial, urgia a possibilidade de determinar a agenda política. Aparentemente sem grande debate interno, Francisco Louçã, num infantilóide jogo de palavras com o primeiro-ministro no Parlamento, respondeu-lhe com a apresentação de uma moção de censura, a qual ocorrerá no primeiro dia “útil” de Cavaco Silva enquanto presidente da República deste seu segundo mandato. Sócrates tremeu (tremeu sim, senhores). Louçã, no entanto, habituado à caridade dos meios de comunicação social, foi por estes esmagado,

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