Ao mudar de composição, na estação de Campanhã, entrei na última carruagem. E qual não foi o meu espanto ao verificar que toda ela se encontrava exteriormente riscada, rabiscada, cheia de pichagens, com o envidraçado totalmente opaco, sem espaço livre que permitisse ver o exterior com alguma naturalidade. É espantoso como alguns defensores, deste tipo de vandalismo, teimam em classificá-lo como manifestação de arte urbana. Uma autêntica vergonha. Não fora o interior da carruagem ter bancos e o revisor aparecer de vez em quando, dava até a sensação que viajávamos em vagões, daqueles que se assemelham ao transporte de mercadorias e outras variedades de transporte. Durante todo o percurso fomos impedidos de desfrutar a paisagem,
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