Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022
Paulo Reis Mourão
Paulo Reis Mourão
Economista e Professor Universitário na Universidade do Minho. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

As virtudes da mudança – II

Muitos agentes económicos investem nas campanhas porque esperam retorno a seu tempo. No entanto, depressa percebem os mais novatos que os bons adjudicatários que recebem os bons contratos são quase sempre os mesmos – as mesmas construtoras civis, as mesmas sociedades, os mesmos advogados, os mesmos artistas plásticos e agentes culturais.

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O mundo é injusto mas tende a favorecer mais o mais influente do que o mais apaixonado, o mais rico do que o mais rouco no fim da campanha, a mais elegante do que a mais competente. Não mudam também os verdadeiros quadros do Estado. Não mudam os que mandam realmente nas decisões orçamentais, os que administram os dinheiros públicos, os que decidem os principais movimentos decisórios. Desde as Câmaras Municipais a São Bento. Finalmente, não muda a estrutura ideológica da sociedade. Por surpreendente que pareça é essa estrutura que muitas vezes tem feito com que os conquistadores adoptem o pensamento, a cultura, e os valores dos vencidos. Assim foi com Suevos e Visigodos quando

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