Falar da Quaresma parece hoje desnecessário, tão grandes são as privações e os sofrimentos com que andamos esmagados. Todavia, os sofrimentos não constituem por si mesmos exercícios quaresmais, nem a Quaresma é propriamente uma soma de martírios. Aqueles sofrimentos são sintomas de que algo vai mal na sociedade, e o cristão deve fazer suas as alegrias e as esperanças do mundo em que vive (GS 1). A Quaresma é esse tempo longo de reflexão e de exercícios espirituais que educam a fé recebida no Baptismo e reconduzem ao amor de Deus e aos outros, numa gradual conversão de cada um e da vida em sociedade.
2 A sociedade vem a tentar organizar-se sem valores éticos e
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