Com os transmontanos não se brinca, costumava dizer-se, nos tempos em que eu nasci.
Por bem, davam a camisa do corpo e repartiam a malga do caldo ou o naco do presunto. Por mal, era o diabo! Quando menos pensassem, já estava o lodo em cima das costas, talvez um na cadeia e outro no cemitério. Essa força da natureza ou instinto de vingança era simbolizado “por esse deus vivo, de ricos e pobres, de alfabetos e analfabetos, um deus de cornos e de testículos que, depois de cada chega e de cada vitória, a gratidão dos fiéis cobre de palmas, de flores, de cordões de oiro e de ternura. Um deus que a devoção
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