Quinta-feira, 29 de Julho de 2021
©Arquivo/VTM

Autarca de Vila Pouca quer uma solução para os abatimentos em Jales

Alberto Machado considera que situação é insustentável e constituiu constrangimentos para as populações de várias aldeias do concelho.

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A Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar mostrou o seu desagrado com a falta de uma solução para os abatimentos em Jales, através de uma missiva enviado para o governo. Alberto Machado fez, junto do diretor da Direção Geral de Energia e Geologia, José Pereira, uma derradeira tentativa de solucionar “pela via graciosa” o grave problema dos abatimentos junto às antigas minas de Jales.

Os abatimentos têm trazido constrangimentos na estrada municipal 1121-1, via que «constitui a principal acessibilidade» a várias aldeias do concelho.

O autarca aguiarense considera que a continuidade desta situação é insustentável até porque não podem as populações continuar a suportar o pesado encargo da inércia das entidades competentes para solucionar o problema.

Em 2015, o município informou o governo do registo de abatimento na zona das antigas minas de ouro e prata mas, passados cinco anos, denuncia o autarca, “nada foi feito”, exigindo uma reunião urgente com as entidades competentes, de forma a encontrar uma solução para devolver o acesso às pessoas.

A mina de ouro de Jales foi explorada desde o tempo dos romanos (século I). A exploração mais recente remonta ao século passado com a exploração do sistema filoniano da Gralheira (1929) e o filão de Campo (1933). A atividade mineira desenvolveu-se ao longo de cerca de cinco quilómetros e atingiu os 600 metros de profundidade. A exploração mineira do estado português terminou em 1992, tendo sido a última exploração de ouro em Portugal.

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