Confrontada pela Associação Comercial e Industrial de Vila Real (ACIVR), a Câmara Municipal recuou na decisão de não financiar este ano a iluminação de Natal, atribuindo assim subsídio de 15 mil euros para a decoração de uma pequena parte do centro histórico.
“Reuni na sexta-feira (dia 19) com a Associação Comercial que me apresentou as suas razões sobre a necessidade para iluminar pelo menos uma pequena parte do centro histórico”, explicou Manuel Martins, presidente da Câmara Municipal.
Segundo o autarca, foi preciso “estudar internamente” se haveria uma “folga” nos cofres do Município, tendo sido disponibilizado um orçamento de 15 mil euros para a iluminação, um subsídio que foi ontem aprovado em reunião do executivo municipal.
O autarca reconhece que “é um apoio pequeno”, mas ao menos “a cidade não ficará às escuras”, sendo de sublinhar que será também da responsabilidade da Câmara o pagamento da factura eléctrica.
Ainda no dia 18, um dia antes da reunião com a ACIVR, em declarações ao Nosso Jornal, Manuel Martins tinha renovado a garantia de que o cancelamento do subsídio para a iluminação do centro histórico seria uma das medidas de poupança da autarquia.
De recordar que, já no ano passado o valor entregue à Associação para a iluminação sofreu uma redução de mais de 50 por cento relativamente ao Natal de 2008, passando assim de 42 mil euros para 20 mil, tendo sido por isso reduzido o número de luzes em algumas ruas e outras ficaram mesmo sem qualquer iluminação natalícia.
Além dos tão ambicionados pontos de luz, o presidente da ACIVR, José Ricardo, revelou já que será feito um esforço adicional para a animação das ruas do centro histórico na época natalícia. Assim, além da habitual movimento de pais natais a distribuírem brindes e a música, a associação comercial vai voltar a pedir aos comerciantes que enfeitem a entrada das suas lojas com tapetes vermelhos e pinheiros, como aconteceu pela primeira vez no ano passado.
Mais, para chamar ainda mais pessoas ao centro da cidade, a ACIVR está a preparar uma feira de produtos regionais e um presépio vivo.
Do plano de contenção financeira vila-realense fazem parte outras medidas, nomeadamente a suspensão os novos investimentos que não estejam já abrangidos por apoios comunitários, a diminuição em 25 por cento nos subsídios a colectividades desportivas e culturais, revisão do contrato de concessão dos Transportes Urbanos de Vila Real, a redução da programação cultural, a não realização do Circuito Automóvel 2011 e a eliminação do fogo-de-artifício nas Festas da Cidade, entre muitas outras, mais ou menos visíveis aos olhos e aos bolsos dos vila-realenses.





