Terça-feira, 28 de Setembro de 2021
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Autárquicas: Paula Cruz (PS) é a primeira mulher candidata à Câmara de Murça

A candidata do PS à Câmara de Murça, Paula Cruz, quer estancar a saída dos jovens do concelho, apostando na resolução do “défice grave” a nível da habitação e na atração de empresas para a criação de emprego.

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“Se não tivermos habitação ou emprego, é impossível os jovens ficarem a viver cá. Saem, vão estudar e infelizmente não regressam”, salientou a primeira mulher que encabeça uma lista à Câmara de Murça, distrito de Vila Real.

Com 60 anos, Paula Cruz é contabilista certificada e mediadora de seguros, proprietária de um gabinete de contabilidade e fiscalidade há mais de 35 anos e conta 45 anos ligada à política no concelho, primeiro no PSD e depois no PS.

Foi deputada na Assembleia Municipal, vice-presidente do município, vereadora em exercício e, neste mandato, é vereadora da oposição pelo PS.

“Murça merece mais, muito mais do que aquilo que tem sido feito até hoje”, salientou, assumindo a sua candidatura como uma “alternativa viável” para mudar o concelho.

O objetivo do PS é recuperar a autarquia que perdeu para o PSD em 2017 por 120 votos.

Paula Cruz fala numa candidatura com uma “nova visão, a missão centrada nas pessoas, na qualidade do espaço público, nas condições de acessibilidade, nas respostas sociais, no envolvimento das comunidades, na resolução de problemas e na capacidade de oferecer melhores condições de vida às populações mais idosas e de atrair, ao mesmo tempo, uma população jovem, que garanta o futuro deste concelho”.

A candidata encara com grande preocupação o resultados preliminares dos Censos 2021 que apontam para 5.249 residentes no concelho, menos 11,8% do que em 2011 (5.952). “Não há inventivo para que as pessoas fiquem cá”, frisou.

O programa do PS defende uma aposta no turismo, aproveitando o rio Tinhela, e a criação de um parque de campismo, melhores acessibilidades, referindo que as vias de ligação às aldeias “estão miseravelmente degradadas”. Quer também garantir uma rede de transporte interna e combater as alterações climáticas.

“Os investimentos que têm sido feitos em Murça nos últimos anos são investimento de que a população quase não beneficiou”, referiu.

O PS apontou ainda dificuldades na constituição de listas, referindo que, “após a entrega dos pedidos de certidão de eleitor junto de algumas freguesias, vários foram os candidatos pressionados por terceiros para não comporem as listas socialistas”.

O que, para o partido, “resulta, não só num atentado à democracia e às liberdades dos munícipes que por iniciativa própria querem ter uma vida política ativa, como também de uma violação do tratamento dos seus dados pessoais, por parte dos representantes das juntas de freguesia que divulgam quem submeteu tal pedido”.

Em 2017, o PSD e conquistou três mandatos na Câmara de Murça e o PS dois.

Para as eleições autárquicas de 26 de setembro estão inscritos 6.368 eleitores no concelho. O presidente Mário Artur Lopes recandidata-se pelo PSD e concorrem ainda Mário Jorge Oliveira pelo CDS-PP, Carlos Araújo pela CDU e Álvaro Portugal pelo Chega.

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