Domingo, 26 de Setembro de 2021

Agostinho Chaves

445 NOTÍCIAS

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Chamar nomes aos outros

No futebol indígena, ocorreu, há dias, um episódio a dar para o cómico, porque um treinador chamou Preto a um dos seus jogadores, facto que levou um juiz de linha a chamar-lhe a atenção pra o “ato de racismo” que estava a cometer. Perante a réplica do treinador, veio de lá o árbitro principal a correr, ordenando a expulsão do “prevaricador”. Veio a saber-se depois que o jogador era efetivamente Preto de nome, tal como o meu amigo Jorge (é Rolão Preto de apelido) ou como o inesquecível musicólogo João era Freitas Branco no nome.

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A alma no bico da caneta

“Andamos desanimados” – dizemos um pouco por aí. O que precisamos é de ânimo, de animação, que o mesmo será dizer de motivação, de movimento, de bulício, de gestos, de palavras, de vida que só a alma garante.

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Em nome da sensualidade

Desculpem-me a insistência, mas volto a falar delas.

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“Finos” no litoral , “broncos” no interior

Para quem visite os grandes centros populacionais portugueses (muito especialmente Lisboa e Porto) a ideia dominante é a de que em Portugal não há crise de qualquer espécie.

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“Burkas” e bolos

1- Custa-me acreditar que pessoas (homens e mulheres) que ainda há pouco afirmavam ser a condição feminina em certos países islâmicos explorada e vilipendiada nos seus direitos; que ainda há pouco se riam daquela jovem toda vestida numa competição desportiva internacional; que censuravam a “burka” como atentado à livre escolha e à dignidade da mulher em patriarcados, emiratos e outros estados; que achavam estranho que as mulheres não sejam autorizadas a conduzir automóveis ou assistir a um jogo de futebol estejam agora a adquirir hábitos “ultramodernos” que revelam, na realidade, uma crescente “islamização” da nossa sociedade, no que essa “doutrina” tem de mais lamentável.

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Manoel de Oliveira O último “acto da primavera”

A morte do cineasta Manoel de Oliveira marcou a última semana de março/primeira semana de abril de 2015. O calendário religioso apontava para a época da Quaresma, da Paixão, da Páscoa. Foi com “Acto da Primavera” que Oliveira se imiscuiu pela primeira vez nas tradições da cultura popular transmontana, filmando a “Paixão de Cristo”, uma expressão artística teatral dos habitantes da aldeia de Curalha, no concelho de Chaves.

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Afirmado e confirmado

Ninguém pode ficar indiferente à tragédia que assolou tantas famílias que tiveram alguns dos seus elementos mortos em consequência da queda do avião da “Germanwings”. Não há razões mais importantes para além da própria morte que surge quase sempre inesperadamente. Mas não deixa de ser igualmente trágica a razão que fez abater este avião nos Alpes. Muitas circunstâncias se concentraram para que o voo trágico terminasse ali, entre as rochas e a neve, desintegrando corpos e destruindo as ambições que tinham aqueles que iam no interior do avião.

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O alimento da indignidade

1- Haverá coisa pior do que matar uma pessoa? Matar uma pessoa em tempo de paz e não de guerra? Matar uma pessoa só porque a alguém isso apetece? Por incrível que possa parecer, há! Há ainda pior.

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Matemática inquietação

O manual de exercícios de matemática do 2º ano do primeiro ciclo do ensino básico (destinado a crianças entre os seis e os sete anos de idade) adotado pela escola que a minha neta frequenta possui “problemas” que não se coadunam, de forma nenhuma, com a sua idade e a dos seus colegas de turma.

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Não gosto. Não curto.

Tenho dificuldade em aderir em pleno ao “facebook”. Este meio de comunicação social (que o é) não corresponde bem às minhas expectativas, à minha maneira de pensar e de me exprimir, ao modelo que tenho de civilidade e educação. Noto muita irresponsabilidade nos comentários que vou encontrando. Acho, mesmo, que as pessoas estão a deturpar o espírito inicial desta rede social que, provavelmente, dentro de muito pouco tempo, se extinguirá, muito naturalmente.

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“Ser mau até morrer”

Já passou o tempo da guilhotina para dar cumprimento à pena de morte. Mas ainda não acabou a mentalidade assassina de quem usa a decapitação como forma de exprimir e evidenciar argumentos através da chantagem.

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O ovo da serpente

A situação “estranha” vivida pela Grécia, pretendendo mobilizar um futuro que tenha fortes implicações para esse país, assim como para a Europa e para o mundo, suscita generalizada expectativa. Por um lado, há esperança no advir de novos tempos que se pretendem mais “limpos”, consequentemente mais transparentes, numa altura em que, na realidade, muitos dos acontecimentos que nos cercam não se compreendem facilmente. Por outro, há inquietação, sabendo-se que de um ato eleitoral sempre resultaram sorridentes e festivos vencedores, sorumbáticos vencidos e um espaço intermédio de gente que, aparentemente derrotada, reclama os seus méritos de vitória.

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O lugar onde o Natal está

O natal agora escreve-se com letra pequena, segundo as diretivas do novo acordo ortográfico.