Quarta-feira, 16 de Junho de 2021

Autotestes ajudam na deteção de infeção mas não são fiáveis

Os autotestes de diagnóstico à Covid-19 começaram a ser comercializados no início do mês de abril em farmácias e parafarmácias. Apesar da procura, que está a exceder expectativas, os farmacêuticos sublinham que os autotestes não são tão fiáveis como os testes PCR e antigénio realizados por profissionais de saúde, mas podem ajudar na deteção de casos de infeção

-PUB-

A VTM esteve na Farmácia Barreiro, em Chaves, onde, segundo a diretora técnica, a venda de autotestes de diagnóstico à Covid-19 não tem sido significativa, apesar de os números, a nível nacional, dizerem que a procura tem superado expectativas. Só na primeira semana foram vendidos cerca de 23 mil autotestes.
“Já tivemos alguma procura, não a esperada”, referiu Teresa Barreiro, sublinhando que o facto de o teste ter que ser realizado pela própria pessoa leva a uma desistência na hora de comprar o mesmo.
“As pessoas não têm noção do que é um autoteste e pensam que o podem fazer aqui na farmácia. Quando percebem que são elas próprias que o têm de fazer desistem”.
A farmacêutica diz que o teste “é fácil de realizar”, mas “claro que uma pessoa que trabalhe no domínio da saúde, o faz com mais facilidade”, referindo que quem já procurou a farmácia, para comprar um autoteste, o fez porque tinha sintomas ou alguém em casa tinha sintomas.
“Temos a preocupação de recomendar e de aconselhar bem. Se a pessoa vê que não está à vontade e acha que não vai manusear bem o teste, aconselhamos a que não o leve e que se dirija a um laboratório, onde é feito em segurança”, disse à VTM, acrescentando que no ato da venda todo o processo é explicado, embora o autoteste venha com instruções.
Há ainda quem procure os autotestes por motivos de viagem, mas Teresa Barreiro avisa que não servem como comprovativo para as autoridades e aconselha os seus clientes a realizarem o PCR para que possam apresentar o relatório fiável.

FARMÁCIAS NÃO REGISTAM QUEM COMPRA

Sara Serralheiro, farmacêutica, explicou à VTM como, em casa, se deve fazer um autoteste. As embalagens individuais trazem uma zaragatoa, uma solução, um conta-gotas, uma tira de teste e a respetiva instrução de como utilizar.
“A zaragatoa tem que ser manuseada sempre do lado onde não tem a cotonete. Com a cabeça inclinada, introduz-se mais ou menos dois centímetros, em ambas as narinas, e roda-se quatro vezes no sentido do nariz (para dentro). Depois coloca-se a zaragatoa no tubo com a solução e quando estiver o cotonete estiver bem embebido, coloca-se quatro gotas na tira de teste. O resultado demora entre 15 a 30 minutos”, sendo que pode ser inválido, negativo ou positivo.
No ato da compra, a farmacêutica refere que os clientes são sempre questionados sobre o motivo pelo qual pretendem adquirir o autoteste alertando que, apesar do resultado, devem ligar para a Linha Saúde 24.
“Pode haver casos em que aparecem aqui a dizer que têm sintomas e o teste dá negativo. Se têm sintomas é certo que estão infetados e o resultado do teste não é fiável”.
Sara Serralheiro referiu ainda que a farmácia não fica com o registo de quem adquire um autoteste, não podendo controlar se as pessoas após a realização dos testes ligam ou não para a Linha Saúde 24.

APOIE O NOSSO TRABALHO.
APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências do confinamento, sem termos parado um único dia.

Contribua com um donativo!

Mais lidas

ÚLTIMAS

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.