Esta distinção junta-se às medalhas de ouro e bronze conquistadas, também este ano, nos maiores concursos internacionais dos Estado Unidos da América, nomeadamente Nova Iorque e Los Angeles, e para Francisco Vilela, presidente da Cooperativa dos Olivicultores de Murça, “o facto de sermos a única Cooperativa com um azeite reconhecido nestes concursos, e ainda o facto de termos submetido apenas um lote, deixa-nos muito orgulhosos”.
O prémio conquistado no Japão “faz parte de uma estratégia de internacionalização no mercado Asiático, uma vez que o Japão é dos países não produtores de Azeite com o maior aumento de consumo nas últimas décadas e, coincide com lançamento da nova edição do Azeite com História: Milhões”, explica Francisco Vilela, acrescentando que “este é um azeite com história”, fruto de oliveiras centenárias da terra do soldado Milhões, “cuja primeira edição foi lançada em 2018”.
O azeite Milhões foi apresentado no Dia de Portugal, ainda que a data inicial era 9 de abril. O atraso deve-se à pandemia de Covid-19 que fez com que “as garrafas desta edição ficassem retidas nas instalações da empresa de serigrafia devido ao lay-off”, refere o presidente da cooperativa.
O concurso “Olive Japan” é considerado o maior concurso internacional de azeites na Ásia e Oceânia e contou com a participação de 750 azeites, oriundos de 23 países.
Recorde-se que Aníbal Augusto Milhais foi soldado na Primeira Guerra Mundial e ganhou fama quando se bateu sozinho contra os alemães para ajudar à retirada das forças aliadas. Foram os seus atos de bravura, na batalha de La Lys, que lhe valeram a mais alta condecoração militar nacional, a Ordem de Torre e Espada. Ficou conhecido como Milhões depois de o seu comandante, Ferreira do Amaral, o elogiar dizendo “tu és Milhais, mas vales milhões”.
Aníbal Augusto Milhais morreu aos 75 anos em Valongo, aldeia do concelho de Murça que adotou o nome de Milhais em sua homenagem.




