Em breve, e pela 18ª vez nos últimos anos, a Lei dos Baldios vai voltar “à baila” na Assembleia da República, altura em que se deverá debater a possibilidade, proposta por várias Comunidades Intermunicipais, inclusive a de Trás-os-Montes, de transferir a administração dos territórios comunitários para as juntas de freguesia. Considerando a medida como “inconstitucional”, a Federação que representa os Baldios garante que “tudo vai fazer para impedir essa alteração da lei”.
“Não reconhecemos legitimidade às Comunidades Intermunicipais (CIM) para estas virem propor qualquer alteração à lei”, revelou Armando Carvalho, presidente da Federação Nacional de Baldios (BALADI), no dia 29, aquando de uma conferência de imprensa onde foram expostos os receios da “tentativa” de passar a administração dos terrenos baldios para as competências das juntas de freguesia.
Segundo o mesmo responsável, nos últimos tempos têm vindo a público tomadas de posição das CIM de Trás-os-Montes, Alto Minho e Aveiro no sentido de alterar a lei de baldios de forma a espoliar os direitos dos Conselhos de Compartes.
Se a ideia, para já, é passar a administração para as juntas, o próximo passo poderá permitir às autarquias a livre gestão
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