O sector dos vinhos na Região Demarcada do Douro atravessa uma das crises mais graves da sua já longa história.
Ao contrário do que aconteceu noutras, hoje os viticultores parecem adormecidos, quase resignados, sem que surja, de entre eles, quem “venha a terreiro” reclamar a dignidade e a justiça que eles deviam merecer.
Outro tanto não acontece com a Associação de Empresas de Vinho do Porto que não perde a oportunidade de, aqui e além, se vir mostrar seriamente preocupada com os (seus) “números”; e tem toda a razão para isso, só que insiste sempre em fazê-lo com “dois pesos para duas medidas”; agem como se os seus problemas fossem os problemas do Sector ignorando tudo a montante.
Recentemente, em documento a que tive acesso, de apresentação de uma proposta sua para debelar a (sua) crise, a AEVP desfiava alguns “considerandos” procurando, com eles, justificar as medidas reclamadas no seu Projeto.
E, de entre eles, respigámos:
– A comercialização de Vinho do Porto, entre os anos de 2000 e 2010, teve uma quebra de 12 milhões de garrafas, equivalente a 44 milhões de euros, representando, com a correção da inflação, qualquer coisa como menos 22% de receita global.
– A comercialização de DOC Douro representa, apenas, cerca de 38 mil pipas por ano.
– Em contraciclo às vendas, a área total de vinha na Região cresceu “descontroladamente” (ai se o Vale da Vilariça, ou outros falassem…), tendo passado de 41.756 hectares em 2000 para 45.598 em 2009 e, no caso das vinhas aptas ao benefício, de 29.492 para 32.832 hectares.
– O excesso (?) de produção de vinho, na média dos últimos 6 anos
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