Numa pergunta dirigida, na Assembleia da República, ao Ministério do Ambiente e divulgada hoje, o partido questiona “quais os resultados das diligências das diferentes autoridades que se têm vindo a deslocar ao local” e “de que forma considera o Governo atuar para evitar comportamentos de descargas recorrentes como se tem verificado”.
No último ano, o rio Tua tem sido afetado por descargas poluentes, na zona de Frechas, no concelho de Mirandela, distrito de Bragança, atribuídas a uma empresa localizada na zona.
Como refere o Bloco na iniciativa dirigida ao Ministério do Ambiente, no primeiro fim de semana de maio, “a poluição voltou, com visíveis manchas de óleo e sujidade numa vasta dimensão do leito do rio”.
As autoridades foram chamadas ao local, assim como das vezes anteriores, nomeadamente em julho de 2017, ocasião em que apareceu um número anormal de peixes mortos no rio, alegadamente atribuído a uma descarga poluente.
Os deputados do BE Marial Manuel Rolo e José Manuel Pureza assinam a pergunta ao Ministério do Ambiente a pedir esclarecimentos sobre os resultados das investigações e a intervenção da tutela.
O rio Tua é um dos afluentes do Douro e resulta da junção de dois outros rios, o Tuela e o Rabaçal, perto da cidade de Mirandela.
Tem uma extensão de cerca de 40 quilómetros, como lembra o BE, e numa parte do seu percurso faz a divisão entre os distritos Bragança e Vila Real, percorrendo cinco concelhos, os de Mirandela, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Murça e Alijó.



