Como havíamos informado, o senhor D. Joaquim, Bispo da Diocese, que tem estado em Coimbra para fazer as consultas e biopsias mais frequentes nestas semanas após o transplante cardíaco realizado em Janeiro, veio a Vila Real pela Páscoa e presidiu na Sé na catedral à Missa crismal na manhã de Quinta Feira Santa.
Havia alguma curiosidade para ver com se encontrava e se as noticiadas informações de que tudo estava a correr bem se confirmavam. Foi, pois, com legítima alegria que o viram chegar, presidir à celebração, cantar algumas partes da Missa e fazer a homilia. O facto trouxe alguma surpresa pois o transplante realizou-se em Janeiro, há pouco mais de dois meses, e foi motivo de festa para o presbitério diocesano, praticamente todo presente, para muitas religiosas da cidade e outros fiéis leigos que tomaram parte na celebração. Nesta fase, a reserva pessoal imposta pelos médicos consiste em evitar o contacto com multidões e ambientes poluídos pela respiração ou pelo pólen desta quadra anual.
O bispo da diocese, que esteve entre nós até ao Domingo de Páscoa, regressou a Coimbra para prosseguir aí a convalescença.
Da homilia da Missa crismal de Quinta-feira Santa, destacamos a sua permanente atenção à vida da Diocese e da sociedade, que «o seu coração andou sempre por aqui, pela Sé, pelo Seminário, pelas paróquias», e o apelo ao optimismo pascal do Clero na sua vida pessoal e na acção, pois «o padre é o homem que vem do futuro para o presente, homem que vê as coisas do fim para o princípio, e fala ao mundo a partir da certeza desse trono do futuro. O mundo é cada vez mais prisioneiro do presente horizontal, e muitos dos nossos contemporâneos duvidam que haja um futuro ou negam-no abertamente, e sem futuro não se vive. O padre rasga horizontes de esperança e serenidade». Fez ainda um apelo aos membros do presbitério para que desenvolvam o espírito de entreajuda na variedade de tarefas e de idades.
As outras celebrações da Semana Santa na Sé foram presididas pelo Bispo Coadjutor, D. Amândio José Tomás.





