No meu tempo de Colégio de Nun’Álvares, em Tomar, tive o privilégio de conhecer João Santos Simões, engenheiro têxtil porque a isso obrigava uma empresa de família que vinha do século XVIII, uma fábrica de fiação, mas homem de nata vocação artística. Veio ele a ser o maior especialista de azulejaria portuguesa, devendo- -lhe o país e a cultura, entre outras coisas, o levantamento completo do azulejo luso em terras brasileiras. Conversador admirável, generoso e alegre, de uma simpatia irresistível, guardou de rapaz um jeito desligado e boémio que era uma delícia. Porque em jovem pintou a manta.
Quando acabou o curso, o pai, babado e mãos largas, deu-lhe para a mão uma conta calada para
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