Numa altura em que ainda se vivem algumas incertezas sobre o futuro, no que diz respeito à organização do Turismo em Portugal, a Região de Turismo da Serra do Marão comemorou meio século de existência ao serviço da região, sem grandes festejos
Apesar de reconhecer que um aniversário é sempre motivo para celebração, Armando Miro, presidente da Região de Turismo da Serra do Marão (RTSM) explica que a reestruturação organizacional e a situação financeira limitaram as comemorações dos 50 anos de existência da região de turismo que, em breve, vai “desaparecer” para dar lugar à Região de Turismo do Norte.
Numa altura em que “perspectiva uma transformação agendada pelo Governo em relação às Regiões de Turismo, continuamos a trabalhar para que o Turismo continue a ser uma actividade importante para a nossa economia”, revelou o mesmo responsável, referindo que é também necessária a colaboração de todos os intervenientes para que “as novas estruturas que serão criadas, e o onde a RTSM terá assento, se desenvolvam com sucesso.
Segundo declarações de Armando Miro, “ainda há muito a fazer” mas deve-se ver com agrado a inauguração em breve de mais duas unidades hoteleira, nomeadamente os hotéis em Mondim de Basto (em Março) e Baião (em Maio). “Serão dois momentos de alegria para o turismo na região” referiu lembrando que os dois investimentos vêm “enriquecer” o turismo “pela sua qualidade, ambos de 4 estrelas”.
Relativamente à reestruturação ao nível das Regiões de Turismo, Armando Miro acredita que o último modelo apresentado pelo Governo não terá grandes alterações, mostrando-se convencido de que será efectivamente criada uma Grande Região de Turismo no Norte, uma outra para a área metropolitana do Porto e o estabelecimento do Douro enquanto pólo-turístico. “Em princípio, seis dos concelhos da RTSM serão integrados no Douro, juntamente com a região de Turismo do Douro Sul, e os restantes na Região de Turismo do Norte”, revelou o mesmo responsável.
Actualmente, existem as regiões de turismo do Alto Minho, Verde Minho, Alto Tâmega e Barroso, Nordeste Transmontano, Douro Sul, Serra do Marão, Centro, Serra da Estrela, Rota da Luz, Dão Lafões, Leiria-Fátima, Templários, Ribatejo, Oeste, Costa Azul, Norte Alentejano, Évora, Planície Dourada e Algarve. A proposta do Governo prevê a redução para cinco, coincidentes com as regiões administrativas existentes em Portugal Continental (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve), além das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
Recentemente, o Ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, reforçou a importância de se cumprir o Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), um documento aprovado em 2006, que delineia objectivos e metas a atingir até 2015, entre as quais a de conseguir ascender para 20 milhões o número de turistas e para cerca de 15 mil milhões de euros as receitas do sector.
Segundo o mesmo plano, “para além dos Açores, pólo-região já em fase mais adiantada, é estratégico desenvolver seis novos pólos turísticos – Douro, Serra da Estrela, Oeste, Alqueva, Litoral Alentejano e Porto Santo – zonas que, pelos conteúdos específicos e distintivos, justificam a sua criação para o desenvolvimento do mercado nacional e internacional. Estes pólos de desenvolvimento permitem diversificar a oferta turística, mas é, no entanto, necessário assegurar a implementação de modelos de desenvolvimento sustentado”.
Actualmente, a RTSM envolve 12 municípios. São eles Vila Real, Murça, Sabrosa, Alijó, Santa Marta de Penaguião, Mesão Frio, Baião, Marco de Canavezes, Amarante, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Cabeceiras de Basto.
Maria Meireles





