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Bragança reduziu em 50 por cento as infeções hospitalares

O presidente da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste revela que resultados dos últimos quatro anos se devem a novas medidas adotadas pela instituição

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste reduziu, nos últimos quatro anos, 50 por cento das infeções hospitalares, como adiantou o presidente da ULSN, Carlos Vaz, no decorrer das III Jornadas de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro, dedicadas à infeciologia, e que aconteceram em Bragança no final da passada semana e que reuniram mais de 300 profissionais de diversas instituições de ensino e organismos de saúde.

Segundo o responsável, os resultados positivos devem-se à atividade desenvolvida pelo grupo de trabalho do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos e a diversas medidas, como especificou: “A redução em 50 por cento das infeções hospitalares deve-se a diversas medidas, como a lavagem de mãos dos profissionais, programas específicos das áreas cirúrgicas, das pós cirurgias, do acompanhamento dos próprios doentes e, nos últimos dois meses, substituímos o material de recolha de materiais infetados”, tendo a ULSN investido em contentores específicos indicou contentores específicos.

Apesar dos bons resultados, Carlos Vaz defende que o trabalho na área das infeções tem que continuar a ser desenvolvido, uma vez que, como referiu, “até há pouco tempo as infeções multirresistentes eram hospitalares, mas hoje já estão na comunidade, nos lares, nos cuidados continuados, em todas essas áreas, e é fundamental que estes programas e estas equipas desçam também à sociedade civil”.

A área da infeciologia é também uma preocupação para a Administração Regional de Saúde do Norte, como adiantou Pimenta Marinha, presidente da ARS Norte, acrescentando que o organismo “tem o seu grupo de trabalho que está a desenvolver iniciativas neste âmbito”.

Pimenta Marinha acrescentou ainda que a presença da ARS Norte nas jornadas “é para sublinhar o apoio a estas regiões e mostrar que temos confiança nestas instituições, que aqui também se pratica boa medicina, que se pratica boa partilha de cuidados e boa complementaridade com as diferentes instituições, e isso é muito positivo, mesmo longe dos grandes centros”.

 

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