Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026
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Bruno, guarda-redes intransponível

A tarde cinzenta pode ser equiparada ao futebol apresentado por ambas as formações, durante a primeira parte, na qual o espectáculo foi pobre e sem motivos de grande interesse. Apesar do empate consentido no seu reduto, o Vila Real continua a sua caminhada tranquila rumo à subida de divisão. O seu mais directo perseguidor, o […]

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A tarde cinzenta pode ser equiparada ao futebol apresentado por ambas as formações, durante a primeira parte, na qual o espectáculo foi pobre e sem motivos de grande interesse. Apesar do empate consentido no seu reduto, o Vila Real continua a sua caminhada tranquila rumo à subida de divisão. O seu mais directo perseguidor, o Régua, também não foi além de um empate, em Alijó. Lá na frente, continua com uma larga vantagem, de 16 pontos, para o segundo classificado e ainda tem menos um jogo.

O Atei trouxe a lição bem estudada, não deixando espaços ao adversário, para que este pudesse explanar o seu futebol. Esta estratégia, bem delineada, pelos forasteiros, levou os “alvi-negros” a cometer sempre o mesmo erro, optando pelo futebol directo. Assim, a tarefa ficou mais fácil, para a defensiva das terras de Basto. Aliás, o primeiro lance de perigo só ocorreu perto da meia hora de jogo e foi para os visitantes. Óscar marcou um livre, na direita, houve um cabeceamento, na área, para uma intervenção atenta de Carlos que desviou, pela linha de fundo. O Vila Real não abria o seu jogo, teimando em jogar com bolas bombeadas para as costas da defensiva forasteira que não encontrou dificuldades em cortar todos os lances ofensivos dos homens da casa. Apenas por uma vez, Nuno Meia encontrou uma pequena brecha, na defesa do Atei, mas optou por toques a mais e o remate acabou por sair à figura de Bruno. No único momento em que teve algum espaço, o médio ofensivo poderia ter optado por alvejar logo a baliza, uma vez que estava em posição privilegiada. Este remate ocorreu já perto do intervalo. Pouca produção ofensiva do líder que esbarrou, sempre, na muralha defensiva do Atei, uma equipa que mostrou o porquê de ser aquela que mais empata, fora-de-portas.

Ao intervalo, os dois técnicos optaram por não mexer nas equipas, apostando nos mesmos elementos. De referir que, aos 15 minutos, Emanuel Soares teve que fazer uma alteração forçada, com a lesão de Fintas.

Para o segundo tempo, os vila-realenses entraram mais fortes, mais velozes, mais determinados, mas sem a eficácia necessária, no último terço do terreno. Aos 49 minutos, finalmente, registou-se uma bela jogada do ataque caseiro, na qual Leirós viu a desmarcação de Filipe, este centrou, para a entrada da área, onde apareceu Norberto, a “encher o pé”, para a primeira grande defesa de Bruno. A partir daqui, o guarda-redes visitante partiu para uma excelente exibição que permitiu ao Atei sair com um ponto do reduto vila-realense. Poucos minutos volvidos, registou-se uma grande confusão, na área, Peixoto desviou ao primeiro poste, mas estava lá um defesa, a tirar a bola da zona perigosa. Agora, sim, os “alvi-negros” conseguiam criar perigo real para a baliza do Atei que se limitava a defender o nulo. Já com Gabriel e Luís Carlos em campo, saiu dos pés de Leirós um grande remate, ao qual Bruno se interpôs, com grande classe. Volvidos mais dois minutos, Meia surgiu, isolado, perante Bruno, mas o remate saiu a centímetros do poste. Poderia ter colocado em Gabriel que estava em posição privilegiada, para rematar, com êxito, à baliza.

Aos 70 minutos, de novo Leirós viu o golo negado por Bruno. Em mais um potente remate do médio defensivo, o guarda-redes voou, para outra grande intervenção, com o punhos, a negar, pela segunda vez, o golo a Leirós. A oito minutos do término do encontro, o Vila Real ficou reduzido a dez jogadores, porque o árbitro expulsou Gabriel, exibindo o cartão vermelho directo, por suposta agressão a Mário Bi.

Até ao final, apenas registo para mais uma grande defesa de Bruno que foi, claramente, o melhor jogador em campo. Nuno Meia executou, com classe, um pontapé livre, mas Bruno, sempre muito atento, conseguiu suster o remate colocado do médio vila-realense.

O empate é um prémio justo para a equipa do Atei que veio, ao Monte da Forca, com uma estratégia bem planeada. Não encarou o jogo de “peito aberto”, optando por fechar todos os caminhos para a sua baliza, onde esteve um guarda-redes muito seguro.

Amanhã, Sexta-feira Santa, o Vila Real recebe o Fiolhoso, em jogo a contar para a Taça da Associação de Futebol de Vila Real.

 

Machado, treinador-adjunto do Vila Real

“Construímos muitas oportunidades”

 

Com Luís Pimentel “a braços” com uma gripe, ouvimos a opinião de Machado que nos falou da boa prestação da equipa, na segunda parte, na qual só faltaram os golos.

“Temos que valorizar o bom trabalho do Atei. Fomos, claramente, superiores, durante a segunda parte, construímos oportunidades mais que suficientes para marcar, pelo menos, um golo. Não foi possível, mas penso que a equipa está de parabéns, pelo que tem feito, neste campeonato. Este resultado não é bom, uma vez que estamos habituados a ganhar sempre. É claro que o que conta é o ponto conquistado que não irá manchar aquilo que temos feito, ao longo da época. Abusámos um pouco de cruzamentos directos, para a área, mas, mesmo assim, tivemos várias oportunidades, para marcar. O guarda-redes esteve muito bem e foi a mais-valia da equipa do Atei”.

O próximo jogo será para a Taça e Machado espera um jogo difícil.

“Esperamos dificuldades, uma vez que é um jogo com outras características, em que quem perder é eliminado. Temos que nos apresentar na máxima força, para conseguirmos seguir em frente”.

 

Emanuel Soares, treinador do Atei

“O ponto conquistado foi um prémio justo, para a equipa”

 

O técnico do Atei mostrou-se muito satisfeito com o empate e com o ponto conquistado no Monte da Forca, perante o líder deste campeonato.

“Estou feliz, com este resultado. Não viemos jogar ‘olhos nos olhos’, com o Vila Real, isso seria impensável. Mesmo assim, demonstrámos coragem, ambição e defendemo-nos bem. Na primeira parte, a nossa estratégia funcionou, em pleno, uma vez que o Vila Real não conseguiu criar uma única ocasião de golo. Na segunda parte, recuámos o bloco defensivo, fruto do maior poderio físico do adversário que nos criou mais dificuldades. Mesmo assim, superámos todas as situações, com uma atitude forte, com união e com um grande espírito de entreajuda. O ponto conquistado acaba por ser um justo prémio para o Atei. Quero aproveitar para endereçar os parabéns aos meus jogadores e, também, à Direcção do clube que tem sido inexcedível. Sei reconhecer que o Vila Real foi muito superior, na segunda parte, e que, se tivesse marcado, seria um justo vencedor, uma vez que foi a equipa mais perigosa”.

Emanuel Soares não quis deixar de endereçar as condolências a Zé Monteiro, pela morte do pai.

“Eu e a equipa que oriento estamos tristes e solidários, nesta hora tão dolorosa, para ele. Uma palavra de força, neste momento difícil”.

 

 

Márcia Fernandes

 

FICHA TÉCNICA

Jogo disputado no Complexo Desportivo do Monte da Forca, em Vila Real.

Árbitro: Hugo Araújo.

Auxiliares: Camilo Ferreira e Pedro Daquino.

VILA REAL – Carlos; Filipe, Fredy, Miguel e Peixoto; Norberto, Leirós, Caniggia (Luís Carlos, 63’) e Pedro Alves (Gabriel, 63’); Nuno Meia e Castanha (Fraguito, 79’).

Suplente não utilizado: Vieira.

Treinador: Luís Pimentel.

ATEI – Bruno; Hugo, Miguel, Mémé e Roberto; Ferruge, Fintas (André, 15’), Óscar e Mário Bi; Ferrinho (Chiquinho, 89’) e Jorge Brandão (David, 76’).

Suplentes não utilizados: Jota, Carvalhais e Sérgio.

Treinador: Emanuel Soares.

Cartões amarelos: Mário Bi (82’), Ferrinho (86’), Bruno (90’), Hugo (90+2’) e Chiquinho (90+4’).

Cartão vermelho: Gabriel (82’).

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